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domingo, 13 de novembro de 2016

O IMPORTANTE E DESCONHECIDO JUNDU

Amigos, visitantes, tudo bem com vocês?!


Peço desculpas pelo longo tempo sem publicações, mas agora volto a ativa. E hoje, falando sobre o jundu, que muitos de vocês conhecem, já viram, mas não sabem o nome e a importância que ele tem. Então, vamos decifrá-lo.

Jundu, em praia de Ubatuba. Foto do blog Oubatubano:



Jundu, mata de jundu ou yundu é uma mata de baixa estatura formada por gramíneas rasteiras até arbustos de 2,00 m de altura, que compõe a mata de restinga. É formada por plantas comestíveis, ornamentais, floríferas, frutíferas e medicinais, sendo todas com raízes profundas que seguram totalmente os grãos de areia na beira da praia. Assim, o jundu é uma vegetação litorânea, que cresce em áreas não alagadas nem salinas, adaptada às marés altas e baixas, sendo uma barreira natural de contenção do mar. É uma vegetação de proteção da biodiversidade da zona costeira.

 Morrinhos de areia protegidos pelo Jundu:


"Era no jundu que o caiçara construía seu ranchinho, para abrigo de suas canoas, suas redes e materiais de pesca. Não existe praia sem jundu ou, pelo menos, não existia." (http://oubatubano.blogspot.com.br/2011/08/meio-ambienteo-jundu-nas-praias-de.html)

Com a expansão imobiliária na orla das praias, é um bioma em alto risco de extinção, infelizmente. Ainda pode ser observado em locais isolados, em praias de Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e Peruíbe. Os pescadores dizem que "praia sem jundu é que nem rosto sem sobrancelhas". 

Jundu em Peruíbe. Foto de Sofia Golfetto Silva, em 10/11/2016:

Aqui em Peruíbe temos muitos trechos da praia com o jundu preservado. É interessante que, quando a empresa de limpeza faz a poda da grama e mato na orla, ela mantém o jundu. Nesse ano que moro aqui já observei esse cuidado nas 3 vezes em que teve o trabalho de limpeza e poda da orla. Isso ocorre também porque o jundu é protegido por Lei Federal e sua eliminação pode levar à prisão de 3 meses a um ano, além do pagamento de multa.

Mesma foto de cima, com zoom:


Hoje, as praias urbanizadas em médio e alto grau, não possuem mais o jundu. Ele foi arrancado e trocado por muretas de contenção, quiosques, casas, prédios, enfim... uma infinidade de coisas que, sob hipótese alguma, substituem a função do jundu: proteger as orlas e o que fica atrás dela. Os montes de areia nos quais o jundu cresce e os mantém, por causa de suas raízes, protegem a subida da maré e a ação dos ventos que, quando batem, não carregam areia para além desses limites. 

É muito interessante percebermos que um "matinho" pode ser tão importante assim. Falo "matinho" porque já ouvi muitas pessoas se referirem ao jundu dessa forma e ainda acham ruim quando precisam pisar nele para acessar a praia. Ou, mesmo aqui, quando a empresa de limpeza os mantém, dizem que o serviço foi mal feito! 

Então, é sempre bom a gente procurar se informar, ler e se manter atentos, especialmente para as coisas da natureza e de sua preservação, pois nossas vidas estão diretamente ligadas à cada matinho, folha, ser vivo, árvore, etc... Hoje em dia, com tantas formas de pesquisa, com tanta divulgação de informações, não podemos dizer que "não sabíamos" e nos omitir diante de tantos absurdos que acontecem em "nossos quintais".

Só para ilustrar, quem conhece a praia de Itamambuca, em Ubatuba, com certeza teve que andar no meio do jundu para acessar a praia. É simplesmente lindo!!! Ah.. e lá em Ubatuba, tem um movimento de preservação do jundu, cujo blog mencionado acima explica.




















Fontes: wikipedia, uol, site do meio-ambiente do ESP e o blog de Ubatuba.

Boa semana com feriado para todos. Aqui tá frio e chovendo. Acho que é a despedida do friozinho para a chegada do calorão...rsrs

Até o próximo post, paz e prosperidade!

Namastê.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização

sábado, 5 de novembro de 2016

FOI MAL... MAL JEITO!!!

Olá para vocês!!

Esse post é só para dizer que não tem post....kkkk 

É que eu estou "de molho". Dei um mal jeito bem dado mesmo nos músculos da minha lombar e, adivinhem?! Travei geral. Tive que ir para o fisioterapeuta, quase que carregada e tomando anti inflamatório...aaafff...

Sei que muitos sabem o que é essa dor e como ficamos totalmente "entregues", não dá para fazer nada. Até para escrever essas poucas palavras, tá difícil. Então, peço desculpas, mas vou cuidar bem dessa contusão, prá voltar com o gás todo.

Olha eu ai, curtindo uma caminha há mais de 24h!!!



Agora, estou vendo "Mundo da Lua", na TV Rá Tim Bum, da qual sou fã. Já assisti "Uma professora muito maluquinha", "A sogra", "O diário de BJ", enfim... aqueles filmes que só vejo mesmo nessas condições...kkkk

Minha mãe tá trazendo as refeições no quarto e, a noite, o maridão é quem fica me paparicando.

Só prá não passar em branco, seguem duas fotos depois de uns 4 dias das ressacas.


Praia do centro, com Morro do Guaraú ao fundo. Foto minha...rs

Quase do mesmo local, mas olhando para o outro lado, com o Prédio Redondo ao fundo:

Muitos lugares da extensa avenida da praia estão assim. Prás bandas do bairro Ruínas, a água chegou até quase 2 quarteirões ruas adentro. A Prefeitura terá muuuuito trabalho para limpar tudo isso e colocar as coisas no lugar de novo.

Espero me recuperar logo, beijus prá vcs e até o próximo post, paz e luz.

Sofia

sábado, 29 de outubro de 2016

RESSACA, UM FENÔMENO LINDO!!!

Amigos, visitantes, sejam bem vindos!!!

Post para falar desse fenômeno lindo, que é a ressaca do mar. Sim, ela causa estragos e essa é a parte triste. Mas devemos lembrar que nós estamos no lugar errado. Ressacas sempre ocorreram, é da natureza. E nós "invadimos" as áreas de expansão do mar, então... Seja como for, faz parte das nossas vidas, como tantos outros fenômenos naturais e temos que nos preparar para eles, da melhor forma possível.

Mar calmo e tranquilo. É o normal...Foto de Sofia G. Silva:



Mar já mais agitado pelo vento. Em abril, outono. Foto de Sofia G. Silva:

 Nesse sábado, 29/10/16, por volta de 15:40h. Parecia que o céu estava desabando sobre o mar... choveu e tive que voltar para o carro:

As ressacas ocorrem em tempo frio, mais ou menos do final do outono até meados da primavera. São as massas de ar quente que se encontram com as de ar frio, gerando diferenças de pressão atmosférica que causam os ventos fortes que empurram as águas do mar em direção à costa.

Some-se a isso o efeito estufa, que aumenta o acúmulo de energia do sol na atmosfera, que é transferida para o mar na forma de ondas. E também tem as marés, que sobem e descem, de acordo com o movimento da Terra em torno de si mesma.

Como sabemos, o estrago causado pode ser grande, mas hoje é possível prever as ressacas com até cinco dias de antecedência, minimizando os prejuízos. Aqui em Peruíbe, nessa semana, foi dado o alerta, focando especialmente os "quiosqueiros" pois eles são a primeira coisa que o mar encontra pela frente, depois da mureta de contenção.

Nossas muretas são diferentes das de Santos. São muros elevados de 1 metro de altura mais ou menos, como vocês podem ver na foto acima. O mar subiu tanto que as ondas que batiam nas muretas alagaram a grama. Onde existe acesso sem as muretas, a avenida ficou tomada por água e sujeira. Vejam abaixo...


Essa eu bati de dentro do carro! Isso é água do mar. A chuva tinha acabado de começar:

À esquerda da faixa de grama temos a mureta de contenção:


Em destaque o quiosque "Badalo". Bati essa foto da esquina da rua da minha casa, olhando para a direita, em direção à Serra do Itatins. A foto acima mostra o outro lado do quiosque Badalo. O dono é o Baiano, pescador e cozinheiro de mão-cheia!!!:



Aqui, as ondas invadindo as rampinhas de acesso à praia. Básico...

Muita sujeira vem de alto-mar. Paus ficam fincados na areia, plásticos ficam enterrados, troncos de árvore são trazidos até a mureta. A bandeira da CETESB está vermelha pois quando chove muito ou tem ressaca o mar fica impróprio para banho. Normalmente, essa bandeira é verde. Ah... na temporada, devido à grande quantidade de pessoas, as vezes também a bandeira é vermelha. Onde está esse tronco é meu acesso para caminhar na praia, coisa que estou meio que evitando, nesses dias...rsrsrs!!!


Avenida da praia, Jardim Icaraíba:



Olha, uma onda!!! Tá, na mureta, se chocando com violência contra ela!!!:

Enquanto eu estava escrevendo esse post, meu marido chegou e fomos dar uma olhada na orla, no sentido de Itanhaém. Gente, que coisa...da rua da minha casa para a esquerda, não tem mais mureta de conteção, quero dizer, nunca teve mesmo. São as dunas de areia e a vegetação que protegem a avenida. E a coisa foi feia... O mar invadiu 2, vejam bem, 2 quarteirões além da avenida. Tem areia espalhada por todas as ruas, entrou água nas casas e a avenida tá parecendo a praia! Um quiosque cedeu, outro, encheu completamente de água. Fico triste, pois são conhecidos que trabalham muito e...pois é. 

Segundo os pescadores, que também foram aivsados para não irem ao mar, essa vai ser a última noite de ressaca brava. Esperemos que sim!

Ah.. só para ilustrar, o termo "ressaca" de bebedeira veio justamente da ressaca do mar. Em espanhol, "resaca" expressa o refluxo das ondas no oceano. Tudo a ver com o mal-estar provocada pela "katcha"...kkk Em Portugal e no Brasil, o termo ganhou novo significado.

Bom final de semana para vocês. Cuidado com as duas ressacas, para quem estiver no litoral do Sul e Sudeste do Brasil!!!

Paz e Luz.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização