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sábado, 27 de agosto de 2016

A PRECIOSIDADE DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE JURÉIA-ITATINS

Amigos, visitantes, moradores de Peruíbe e Região

É com imenso orgulho, respeito e admiração que vou escrever um pouco sobre a EEJI: Estação Ecológica de Juréia-Itatins, uma das regiões mais bem preservadas de nosso lindo Brasil! E, já começando com uma foto que mostra parte da grandiosidade dessas serras!


Serra do Itatins. Foto de Adriana Mattoso:



Pesquisar e escrever sobre a Reserva da Juréia é, ao mesmo tempo, fácil e difícil. Fácil, porque são muitas informações, que vão desde dados geográficos, passando pela história da fundação da EEJI, fauna, flora, passeios turísticos, clima, enfim... Difícil, porque escolher sobre o quê falar é difícil!!! rsrs Então, vou tentar falar um pouco de tudo e, com certeza, não faltarão assuntos para outros posts.

A Estação Ecológica de Juréia-Itatins tem área aproximada de 80.000 hectares. Considerando-se que, na média, um campo de futebol tem 1 hectare, temos básicos 80.000 campos de futebol protegidos e quase totalmente preservados como vistos no tempo do Descobrimento. Isso é incrível! É o mesmo que dizer que José de Anchieta viu as mesmas árvores que nós estamos vendo!!!


Rio Una. Foto de Adriana Mattoso:

Segundo o site www.ambiente.gov.sp.br, a Unidade de Conservação (UC) é de proteção integral. Seus objetivos principais são a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. A diversidade da fauna e flora é tamanha que ainda está em fase de estudo e catalogação de novas espécies e sabe-se lá mais o quê. 

                   Piru-piru:                                                                                                                    Saí Azul



As divisas geográficas são os Municípios de Iguape, Itariri, Miracatu e Peruíbe. Nascentes ao longo de toda essas Serras formam as Bacias do Rio Verde, Rio Una do Prelado e do Guaraú. Aliás, o bairro do Guaraú pertence à Peruíbe e é um dos orgulhos dos moradores daqui. Atravessando-se o Morro do Guaraú, numa linda e sinuosa estradinha asfaltada, com praias entre as pedras e Mata Atlântica, de acesso nem sempre fácil, chegamos ao Guaraú, onde deságua o Rio de mesmo nome e por onde temos acesso a pontos turísticos como a Cachoeira do Paraíso, à Praia de Barra do Una e a toda beleza dessa região. Esses passeios são feitos com acompanhamento de Guias Turísticos, realizados pelas empresas de ecoturismo aqui da cidade. Alguns passeios são de mais fácil acesso, como o Rio Guarau e a Cachoeira do Paraíso. Dai prá frente, a coisa já complica mais. E é isso que torna a região linda e preservada.

Portal do início da Estação Ecológica da Juréia-Itatins. É no começo da subida do Morro do Guaraú, na estradinha que liga o Costão (último bairro de Peruíbe, antes do Morro), até o Bairro do Guaraú. (Estrada do Guaraú)
Foto de Sofia Golfetto Silva:

Estradinha do Guaraú: charmosa, com vistas deslumbrantes. Aqui, do lado direito, fica a Pedra da Serpente, já comentada no post "Peruíbe, a capital nacional dos OVNI's".
Foto de Sofia Golfetto Silva:





















Vista das divisas da EEJI. Foto obtida no Google:

No link abaixo, você consegue visualizar o mapa da EEJI, com seus limites, as demais Reservas da região, até chegar na divisa com o Paraná. Muito interessante.


Fiquei impressionada ao saber que o começo da formação da EEIJ foi em 1958, quando foi criada a Reserva Estadual de Itatins. Muita coisa aconteceu, até chegarmos na Legislação atual. Mas o que é mais assustador é que entre 1980 e 1985 a NUCLEBRÁS tinha projetos de instalar uma usina nuclear nessa reserva. E ai, associado à especulação imobiliária, teve muito vuco-vuco até ambientalistas conseguirem se sobrepor e a proteção da área começou a ganhar força e chegar no que estamos hoje.

Porém, é importante destacar que, apesar de toda essa proteção, riscos de mudança de Legislação e interesses empresariais estão sempre por perto. Além disso, áreas muito extensas demandam verba para fiscalização e atuação. Sabemos que, a partir do momento que entra política na administração, a coisa complica. Por isso, é nosso dever, como cidadãos, estarmos sempre atentos ao que acontece e, se necessário, agir.

A TV Cultura exibiu, há uns tempos atrás (não sei se ainda está exibindo) um programa chamado "Mar Sem Fim". Nele, João Lara Mesquita (http://marsemfim.com.br/biografia/), jornalista e idealizador do projeto, mostra a realidade por trás das Unidades de Conservação e Unidades de Proteção Ambiental do Brasil. Visite o site (www.marsemfim.com.br).

A sede administrativa da EEIJ fica na Estrada do Guaraú, 4164, Peruíbe.
Foto de Sofia Golfetto Silva:


Como eu disse, tem muita coisa para falar, muitas fotos lindas para postar, mas fica para uma próxima. 

Abraço em todos, obrigada pela companhia e até breve!

Paz e luz.

Sofia Golfetto Silva
Personal Organizer

Pesquisas realizadas nos sites acima mencionados, bem como no site do Governo do Estado de SP e www.peruibe.com.br



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CORUJA-BURAQUEIRA, VOCÊ CONHECE?!

Olá, visitantes, amigos e curiosos!

Desculpem pela ausência, nesses últimos dias. Sinto falta, quando fico um tempinho sem postar...parece que deixei de fazer alguma coisa. 

Hoje, vou apresentar para vocês a simpática coruja-buraqueira, também conhecida como caburé do campo, coruja do campo, coruja mineira, guedé, capotinha, entre vários outros nomes. Seu nome científico é Athene cunicularia (grego, que significa coruja mineira ou coruja que cava túneis). Ela é considerada uma coruja de pequeno porte, podendo chegar até 27 cm de comprimento e 240g de peso. Vivem, mais ou menos, 9 anos.


Foto da internet. Coruja-buraqueira:


                                                                    Foto da internet. Casal de corujas-buraqueiras, monogâmicas:
Do Canadá à Terra do Fogo, ela é bem popular. E aqui em Peruíbe é "figurinha fácil", já que habita a maior parte da orla de nossas praias e convive com o movimento dos moradores e turistas. Andando pela orla, seja por qual meio de locomoção você utilizar, até mesmo com carro, observe com atenção a área entre a avenida e o murinho da praia, onde encontramos uma faixa de areia, grama e vegetação nativa. É ai que elas ficam: cavam buracos de até 3 metros de profundidade e 90 cm de largura. Forram as covas com capim e, monagâmicas, namoram entre março e abril, tendo de 7 a 9 ovos, incubados por 30 dias pela fêmea. O macho cuida da segurança e de prover alimentos.


Casal de coruja-buraqueira, na orla de Peruíbe. Foto de Sofia G. Silva:


Por falar em alimentos, elas são carnívoras. Comem de um tudo: roedores, morcegos, cobras, insetos, anfíbios, pequenos pássaros, tipo pardais. Mas a preferência é por roedores e insetos (besouros, grilos, vespas, abelhas, gafanhotos, escorpiões). Por isso, são consideradas importantes no controle de pragas urbanas. Agora é que me dei conta que em nenhuma fonte de pesquisa foi citada a "tar" da barata. Acho que elas não são chegadas nessa iguaria..rsrsrs Um casal chega a consumir, por ano, de 12.000 a 26.000 insetos e de 500 a 1.000 roedores!

A arte da camuflagem é a sua coloração parda, cor de terra, meio cinza. As sobrancelhas são brancas, olhos amarelos, cauda curta, perna longa; audição e visão super sensíveis e pescoço que gira 270º. A envergadura (medida de ponta a ponta de cada asa, abertas) chega a 60 cm.


Foto de Sofia Golfetto Silva:


Além de cavar seus buracos, elas também se apropriam de cupinzeiros abandonados e buracos de tatu. Em torno da entrada do ninho, o casal acumula fezes para atrair insetos e...devorá-los! Afinal, sobrevivência é a alma do negócio, seja lá de jeito for.


 Foto da internet. Olhar enigmático da coruja-buraqueira:


Com 14 dias, os filhotes ainda meio branquelos, já vão para a entrada da cova. Com uns 45/50 dias, começam a caçar, mas são alimentados e cuidados pelos pais até os 3 meses de vida. Além da praia, vivem também em campos limpos, pastagens, aeroportos(!), jardins, áreas urbanas com terra, cerrado, campos naturais. São menos frequentes em grandes florestas. 


Foto da internet. Filhotes já com carinha de adulto:


Elas têm hábitos diurnos e noturnos, mas preferem ficar mais quietas de manhã, se expondo mais no crepúsculo. De dia, protegem seus ninhos e, a noite, passeiam e caçam.


DUAS CURIOSIDADES

Quando a coruja-buraqueira sente seu ninho ameaçado, emite um som alto, forte e estridente. Esse som é reconhecido pelos filhotes que literalmente se "enfiam no buraco". Gente, seguinte, eu já me aproximei várias vezes delas e, realmente, esse som é assustador! Tipo: cai fora daqui ou... E esse "ou" é o voar direto na sua direção, com aqueles 60 cm de envergadura prá cima de você e, quando estão quase se chocando com a ameça (no caso, eu!), desviam o voo. Mas dai, você já correu faz tempo, né... pelo menos, eu corri!!!


Foto da internet. Posição de ataque, quando emite som de alerta. Assusta, não?!:


Já vi "ataques" aqui com cachorros e até urubus. Interessante que elas não partem para a agressão, mas o som e o voo são tão ameaçadores que resolve. No dia do cachorro, me diverti muito: ele corria para o buraco, a coruja voava para cima dele e ele corria dela. Dava um tempinho, lá ia ele de novo e, e de novo e de novo! O cachorro estava se divertindo. Já a coruja...


Vendo a paisagem, no murinho da praia, bem pertinho do ninho. 
Foto de Sofia Golfetto Silva:


Quando elas estão ativas a noite, seu canto é semelhante ao de outras corujas, bem diferente do som emitido de dia, para proteção dos ninhos. São chamados para acasalamento e de demarcação territorial. Ouça o canto noturno delas, clicando no link abaixo, obtido no site www.passarossilvestres.com, uma das fontes que utilizei como pesquisa.

http://passarossilvestres.com/wp-content/uploads/2016/02/Canto-da-Coruja-Buraqueira.mp3


Você já ouviu falar de um fenômeno chamado "querido inimigo"? Pois é, a coruja-buraqueira faz isso. Dos "vizinhos" dela, como outras aves, pessoas, animais "conhecidos" que ela "sabe" que estão frequentemente por ali, ela não se defende tanto. Assim, guarda energia para potenciais inimigos "não conhecidos", tipo cobras maiores das que ela consegue caçar, outros animais ou seja lá o que for que perturbar seu sagrado ninho. Elas, inclusive, convivem bem com pessoas "querido inimigo", desde que as mesmas não tentem chegar muito perto de seus ninhos.


Foto da internet. Simpatia para o clique!:

Achou a coruja-buraqueira?! Foto de Sofia Golfetto Silva:


Bem, é isso. Deu para conhecer um pouco mais sobre essa linda ave, tão comum aqui no nosso Brasil. Quanto mais conhecemos, melhor convivemos. 

Abraços a todos, Namastê!

Sofia Golfetto Silva

Também consultei www.avesderapinabrasil.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2016

CONHEÇA O BIOPESCA, cuidando da nossa fauna!!!

Bem vindos, amigos, visitantes.

É tão bom e gratificante sabermos que tem muita gente nesse Mundão fazendo o bem! Seja lá de que forma e para quem ou o quê for. Se fizermos como a maior parte da mídia, que só sabe denegrir, criticar negativamente, mostrar coisas ruins, nossa energia será, dia a dia, castigada com enormes bombas de tristeza e descontentamento, nos fazendo desacreditar que podemos ser humanos cada dia melhores. 

Então, vamos encher nosso ser com energias de contentamento, amor, luz e paz. E, para contribuir um pouco com isso, quero apresentar para vocês o BIOPESCA. 




Semana passada fui caminhar pela praia - apesar do frio e tempo fechado, o mar sempre traz boas energias -, e fiquei conhecendo o trabalho do Biopesca. Eles estavam com o carro, recolhendo uma tartaruga que foi trazida pelo mar. Fui até lá, para ver do que se tratava e o rapaz que falou comigo me atendeu super bem, explicou rapidamente o trabalho que eles fazem e me deixou um telefone. Sempre que alguém localiza animais em situação de risco, vivos ou não, é só ligar (a cobrar!) que eles vêm recolher e dar os devidos cuidados.

Entrei no site, fiz contato por mail e, rapidamente, eles me responderam. Segue abaixo, a transcrição do mail recebido.


"Boa tarde, Sofia,
Obrigada pelo seu interesse em nosso trabalho. Sim, as praias de Peruíbe fazem parte do monitoramento diário realizado pela equipe do Biopesca que integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).
Seguem mais informações:
O Biopesca é uma organização não-governamental criada em 1998 em Praia Grande, litoral sul de São Paulo, com o objetivo de colaborar com a conservação da fauna marinha, principalmente de tartarugas e toninhas (Pontoporia blainvillei), uma espécie pequena e tímida de golfinho. Esses animais são ameaçados ao interagirem com as atividades pesqueiras, uma vez que podem ficar presos na rede e morrerem ao não conseguirem ir à superfície para respirar. 
Desde que começou seu trabalho, o Biopesca realiza parcerias com pescadores a fim de sensibilizá-los para a adoção de práticas sustentáveis de pesca. Essa relação se estabelece principalmente com o monitoramento periódico da organização junto a esses profissionais a fim de pesquisar a interação da fauna marinha com a frota artesanal de pesca. 
A organização ainda integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.  
O Biopesca também realiza ações de educação ambiental junto ao público em geral e estudantil em sua Sala de Educação Ambiental, instituições diversas e escolas da rede pública de ensino. No total, mais de 20 mil pessoas já participaram desses eventos.
Você também pode acompanhar nosso trabalho pelo Facebook/biopesca.org.br .
Atenciosamente
Maria Carolina Ramos
Assistente de Comunicação "

Assim, quem desejar conhecer mais de perto esse trabalho, acesse o facebook, visto que eles estão atualizando o site. Pelo Face, fiquei sabendo que eles também cuidam de aves. Tem uma foto lá, de uma Fragata que foi encontrada recentemente em Itanhém. 

Divulguem, curtam a página, vamos colaborar com aqueles que fazem desse Mundo um lugar melhor para se viver!!! E nós, cada uma a sua maneira, também podemos fazer.

Abraços, Luz e Paz!!! 

Sofia