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quarta-feira, 26 de abril de 2017

ESTOU DE VOLTA!!!

Olá, amigos, visitantes, amantes da bela Natureza de Peruíbe e região!!!

Prazer em ter você aqui e muito feliz por voltar a escrever no blog. Fiquei um tempo sem postar nada pois mudei de casa, muitas coisas para resolver e, ao mesmo tempo, recebi uma proposta de parceria para falar do trabalho do Personal Organizer, minha atual profissão. Então, ufá... muitas emoções e adaptações. Mas isso é Vida: movimentação de energia.

Na cidade de Peruíbe tem muita coisa boa acontecendo, com a nova gestão na Prefeitura. Estou feliz em ver boas ações, resultados rápidos para algumas questões, outros mais demorados porque a máquina do Governo Brasileiro é lenta mesmo. Na torcida pela gestão do L. Maurício!!!

Morar no Centro da cidade é bem diferente de onde eu estava. Para quem conhece Peruíbe, eu morava praticamente na rotatória da avenida da entrada da cidade (João Abel), com a Av. Pde. Anchieta. Então, para vir no Centro, eu aguardava juntar várias coisas para fazer, para não ficar naquele vai e vem: racionalização de tempo, combustível e desgaste do carro. Aqui, eu tropeço e estou em todos os lugares necessários...rsrs Muito bom! Porém, toda vez que eu ia ao Centro, aproveitava a oportunidade para fotografar, e muito! Hoje, já não faço tantas fotos assim. 



Rotatória da João Abel com Av. Pd. Anchieta, em dezembro de 2016, já no agito da temporada. Para Peruíbe, isso é um congestionamento!!! rsrs

Caminhar lá era bem mais, digamos, bucólico, já que tem bem menos movimento, não tem tantos quiosques como aqui, enfim...é mais rústico. A orla não é urbanizada como no Centro. Apesar disso, vejo aqui quase todas as mesmas aves que lá, com exceção da coruja buraqueira, que ainda não vi. Elas gostam de mais privacidade...


Vista da orla próxima da Av. João Abel, Jardim Icaraíba. A foto foi obtida da frente do quiosque da D. Neusa, o Nostravamus, se não me engano, nº 46. Saudades da D. Neusa, que guardava minha sacola para eu ir caminhar. E muito jundu (leia sobre ele no post "O importante e desconhecido jundu, em novembro de 2016) 

Aqui, vista da avenida da praia, no Centro: muitos quiosques, avenida bonita e ampla. Bem diferente da paisagem acima.

Ah... e tem uma coisa: fiquei longe do Batoré, meu amigo "cãopanheiro" de caminhadas. Todas as manhãs eu o levava para se acabar de correr atrás das aves, na praia. Ele é de uma vizinha que mora em Sampa. Ela até tentou levar ele prá lá, mas como é um "cãoiçara"...rsrs ele não se adaptou. Vez ou outra, vou lá para caminhar com ele. Saudades, Batô...



Eu levava o Batô em casa e dava banho nele. Para, no dia seguinte, ele
entrar no mar de novo e em todos os canais que cruzam a praia!!! rsrs

Ah... e tem mais outra coisa! As fotos que eu fazia da janela do meu quarto...Que paisagem linda! A Serra do Mar com vista 180º: da Serra até o céu do mar aberto, olhando para as bandas de Itanhaém e Santos. Presenciei tempestades lindas, arco-íris enormes, luas inesquecíveis e céu azul anil.


















No novo lar, a vista é da Serra do Itatins, imponente e bela. Interessante como a paisagem, numa Serra, muda rápido, com relação à formação de núvens e as nuances de cor, com o passar das horas. E também fiz uma nova amizade: a Frida, uma linda cachorra vira, preta, que mora no quintal da vista da minha janela. Abaixo a foto dela e, da Serra do itatins, fico devendo nesse post, mas depois coloco em outro.


Com vocês a Frida, adora um chicletinho e biscoitos para cachorro!!!

Bem, é isso, amigos. Agora, vou preparar um post sobre o que faz um Personal Organizer e outro, para contar as novidades sobre meu trabalho aqui.

Feliz por voltar a ativa.

Paz e prosperidade. Namastê.


Sofia Golfetto Silva
Personal Organizer
e...apaixonada por Peruíbe!!!

domingo, 13 de novembro de 2016

O IMPORTANTE E DESCONHECIDO JUNDU

Amigos, visitantes, tudo bem com vocês?!


Peço desculpas pelo longo tempo sem publicações, mas agora volto a ativa. E hoje, falando sobre o jundu, que muitos de vocês conhecem, já viram, mas não sabem o nome e a importância que ele tem. Então, vamos decifrá-lo.

Jundu, em praia de Ubatuba. Foto do blog Oubatubano:



Jundu, mata de jundu ou yundu é uma mata de baixa estatura formada por gramíneas rasteiras até arbustos de 2,00 m de altura, que compõe a mata de restinga. É formada por plantas comestíveis, ornamentais, floríferas, frutíferas e medicinais, sendo todas com raízes profundas que seguram totalmente os grãos de areia na beira da praia. Assim, o jundu é uma vegetação litorânea, que cresce em áreas não alagadas nem salinas, adaptada às marés altas e baixas, sendo uma barreira natural de contenção do mar. É uma vegetação de proteção da biodiversidade da zona costeira.

 Morrinhos de areia protegidos pelo Jundu:


"Era no jundu que o caiçara construía seu ranchinho, para abrigo de suas canoas, suas redes e materiais de pesca. Não existe praia sem jundu ou, pelo menos, não existia." (http://oubatubano.blogspot.com.br/2011/08/meio-ambienteo-jundu-nas-praias-de.html)

Com a expansão imobiliária na orla das praias, é um bioma em alto risco de extinção, infelizmente. Ainda pode ser observado em locais isolados, em praias de Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e Peruíbe. Os pescadores dizem que "praia sem jundu é que nem rosto sem sobrancelhas". 

Jundu em Peruíbe. Foto de Sofia Golfetto Silva, em 10/11/2016:

Aqui em Peruíbe temos muitos trechos da praia com o jundu preservado. É interessante que, quando a empresa de limpeza faz a poda da grama e mato na orla, ela mantém o jundu. Nesse ano que moro aqui já observei esse cuidado nas 3 vezes em que teve o trabalho de limpeza e poda da orla. Isso ocorre também porque o jundu é protegido por Lei Federal e sua eliminação pode levar à prisão de 3 meses a um ano, além do pagamento de multa.

Mesma foto de cima, com zoom:


Hoje, as praias urbanizadas em médio e alto grau, não possuem mais o jundu. Ele foi arrancado e trocado por muretas de contenção, quiosques, casas, prédios, enfim... uma infinidade de coisas que, sob hipótese alguma, substituem a função do jundu: proteger as orlas e o que fica atrás dela. Os montes de areia nos quais o jundu cresce e os mantém, por causa de suas raízes, protegem a subida da maré e a ação dos ventos que, quando batem, não carregam areia para além desses limites. 

É muito interessante percebermos que um "matinho" pode ser tão importante assim. Falo "matinho" porque já ouvi muitas pessoas se referirem ao jundu dessa forma e ainda acham ruim quando precisam pisar nele para acessar a praia. Ou, mesmo aqui, quando a empresa de limpeza os mantém, dizem que o serviço foi mal feito! 

Então, é sempre bom a gente procurar se informar, ler e se manter atentos, especialmente para as coisas da natureza e de sua preservação, pois nossas vidas estão diretamente ligadas à cada matinho, folha, ser vivo, árvore, etc... Hoje em dia, com tantas formas de pesquisa, com tanta divulgação de informações, não podemos dizer que "não sabíamos" e nos omitir diante de tantos absurdos que acontecem em "nossos quintais".

Só para ilustrar, quem conhece a praia de Itamambuca, em Ubatuba, com certeza teve que andar no meio do jundu para acessar a praia. É simplesmente lindo!!! Ah.. e lá em Ubatuba, tem um movimento de preservação do jundu, cujo blog mencionado acima explica.




















Fontes: wikipedia, uol, site do meio-ambiente do ESP e o blog de Ubatuba.

Boa semana com feriado para todos. Aqui tá frio e chovendo. Acho que é a despedida do friozinho para a chegada do calorão...rsrs

Até o próximo post, paz e prosperidade!

Namastê.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização

sábado, 29 de outubro de 2016

RESSACA, UM FENÔMENO LINDO!!!

Amigos, visitantes, sejam bem vindos!!!

Post para falar desse fenômeno lindo, que é a ressaca do mar. Sim, ela causa estragos e essa é a parte triste. Mas devemos lembrar que nós estamos no lugar errado. Ressacas sempre ocorreram, é da natureza. E nós "invadimos" as áreas de expansão do mar, então... Seja como for, faz parte das nossas vidas, como tantos outros fenômenos naturais e temos que nos preparar para eles, da melhor forma possível.

Mar calmo e tranquilo. É o normal...Foto de Sofia G. Silva:



Mar já mais agitado pelo vento. Em abril, outono. Foto de Sofia G. Silva:

 Nesse sábado, 29/10/16, por volta de 15:40h. Parecia que o céu estava desabando sobre o mar... choveu e tive que voltar para o carro:

As ressacas ocorrem em tempo frio, mais ou menos do final do outono até meados da primavera. São as massas de ar quente que se encontram com as de ar frio, gerando diferenças de pressão atmosférica que causam os ventos fortes que empurram as águas do mar em direção à costa.

Some-se a isso o efeito estufa, que aumenta o acúmulo de energia do sol na atmosfera, que é transferida para o mar na forma de ondas. E também tem as marés, que sobem e descem, de acordo com o movimento da Terra em torno de si mesma.

Como sabemos, o estrago causado pode ser grande, mas hoje é possível prever as ressacas com até cinco dias de antecedência, minimizando os prejuízos. Aqui em Peruíbe, nessa semana, foi dado o alerta, focando especialmente os "quiosqueiros" pois eles são a primeira coisa que o mar encontra pela frente, depois da mureta de contenção.

Nossas muretas são diferentes das de Santos. São muros elevados de 1 metro de altura mais ou menos, como vocês podem ver na foto acima. O mar subiu tanto que as ondas que batiam nas muretas alagaram a grama. Onde existe acesso sem as muretas, a avenida ficou tomada por água e sujeira. Vejam abaixo...


Essa eu bati de dentro do carro! Isso é água do mar. A chuva tinha acabado de começar:

À esquerda da faixa de grama temos a mureta de contenção:


Em destaque o quiosque "Badalo". Bati essa foto da esquina da rua da minha casa, olhando para a direita, em direção à Serra do Itatins. A foto acima mostra o outro lado do quiosque Badalo. O dono é o Baiano, pescador e cozinheiro de mão-cheia!!!:



Aqui, as ondas invadindo as rampinhas de acesso à praia. Básico...

Muita sujeira vem de alto-mar. Paus ficam fincados na areia, plásticos ficam enterrados, troncos de árvore são trazidos até a mureta. A bandeira da CETESB está vermelha pois quando chove muito ou tem ressaca o mar fica impróprio para banho. Normalmente, essa bandeira é verde. Ah... na temporada, devido à grande quantidade de pessoas, as vezes também a bandeira é vermelha. Onde está esse tronco é meu acesso para caminhar na praia, coisa que estou meio que evitando, nesses dias...rsrsrs!!!


Avenida da praia, Jardim Icaraíba:



Olha, uma onda!!! Tá, na mureta, se chocando com violência contra ela!!!:

Enquanto eu estava escrevendo esse post, meu marido chegou e fomos dar uma olhada na orla, no sentido de Itanhaém. Gente, que coisa...da rua da minha casa para a esquerda, não tem mais mureta de conteção, quero dizer, nunca teve mesmo. São as dunas de areia e a vegetação que protegem a avenida. E a coisa foi feia... O mar invadiu 2, vejam bem, 2 quarteirões além da avenida. Tem areia espalhada por todas as ruas, entrou água nas casas e a avenida tá parecendo a praia! Um quiosque cedeu, outro, encheu completamente de água. Fico triste, pois são conhecidos que trabalham muito e...pois é. 

Segundo os pescadores, que também foram aivsados para não irem ao mar, essa vai ser a última noite de ressaca brava. Esperemos que sim!

Ah.. só para ilustrar, o termo "ressaca" de bebedeira veio justamente da ressaca do mar. Em espanhol, "resaca" expressa o refluxo das ondas no oceano. Tudo a ver com o mal-estar provocada pela "katcha"...kkk Em Portugal e no Brasil, o termo ganhou novo significado.

Bom final de semana para vocês. Cuidado com as duas ressacas, para quem estiver no litoral do Sul e Sudeste do Brasil!!!

Paz e Luz.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização

sábado, 27 de agosto de 2016

AQUARIUS E PERFU: LOJAS DA EMPREENDEDORA E AMIGA TEREZINHA

Amigos, visitantes, hoje vou fazer post dedicado a uma amiga de muuuuuito tempo, que é comerciante em Peruíbe, há muuuuito tempo também: a Terezinha, uma mulher batalhadora que, após o falecimento de seu marido Cavalcante, teve que arregaçar as mangas e partir para a luta, para criar as três filhas (Christiana, Fabiana e Juliana).

O Cavalcante tinha uma farmácia (Drogaria Kaline), aqui em Peruíbe, desde 1984. A Terezinha era professora de Educação Física e a vida corria normal. Porém, em 1992, por complicações do diabetes, o Cavalcante faleceu. E foi ai que a Terezinha passou de professora para empreendedora. Ela continuou com a farmácia, depois abriu uma perfumaria, loja de acessórios, loja de bolsas e, com o passar dos anos, concentrou seu empreendedorismo no Centro Comercial, que é aquele "shopinho" que fica na esquina da praça principal de Peruíbe, onde tem a Igreja (Av. Padre Anchieta, 1.107, Centro).


Entrada principal do Centro Comercial. A direita, a "Perfu". E lá dentro, a direita, dá para ver a "Aquarius". 
Foto de Sofia Golfetto Silva.


Lá, ela tem duas lojas, uma em frente da outra: a "Aquarius"loja de acessórios, e "Perfu - Casa de Perfumes": 






Na "Aquarius", você encontra de "um tudo": peças em prata, bijouxs, folheados, alianças chapeadas, bolsas de festas, leques, carteiras, chapéus, tiaras, presilhas, echarpes, óculos escuros, enfim.. tudo para deixar seu visual completo e elegante. 

Vista externa da vitrine da "Aquarius":

Vista parcial do interior da "Aquarius":


Na "Perfu", além perfumes nacionais e importados, você vai se perder, no bom sentido(!), numa variedade de produtos de cuidados pessoais, como shampoos, condicionadores, maquiagem (também tem importada), esmaltes, cremes, frasqueiras, espelhos para maquiagem, tinta para cabelo, protetores solares e mais uma infinidade de produtos. O legal é que ela vende marcas que não são comuns em supermercados e algumas outras perfumarias. Aquele creme especial ou produtos para o cabelo que você pode achar que não encontrará aqui em Peruíbe, provavelmente, tem lá na "Tê".

Angelita, mais conhecida como Lita, trabalha com a Tê, na perfumaria, há 21 anos. Simpática demais, conhece tudo de perfumaria!!:

Organização é tudo de bom!:


Vista da Av. Pde. Anchieta:


Importante ressaltar, ambas as lojas são extremamente organizadas, bonitas, com um atendimento "nota 10" e preço justo. Afinal, ficar no mercado há tanto tempo, numa cidade de veraneio, é coisa para quem sabe fazer direito!

Eu fico muito feliz em fazer esse post sobre ela porque eu admiro sua garra, simpatia e carinho para com todos. Além disso, ela sempre foi uma pessoa muito querida pelos meus pais. Foi através deles, que também eram comerciantes aqui, que eu a conheci. Isso foi lá pelos idos de 1985. Vixi... faz tempo!!! Conheci também o Cavalcante, que era muito ligado em equipamentos eletrônicos. Lembro-me que foi na casa deles que vi, pela primeira vez, um show do Roberto Carlos gravado em um disk-laser. Alguém ai sabe o que foi isso, um dia?! rsrsrs

A veia empreendedora está nas suas filhas, que também têm comércio aqui em Peruíbe. Vou fazer post para elas, em breve!

Um forte abraço em todos vocês e um beijo com muito carinho para a Terezinha. 

Namastê.

Sofia Golfetto Silva
Personal Organizer


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CORUJA-BURAQUEIRA, VOCÊ CONHECE?!

Olá, visitantes, amigos e curiosos!

Desculpem pela ausência, nesses últimos dias. Sinto falta, quando fico um tempinho sem postar...parece que deixei de fazer alguma coisa. 

Hoje, vou apresentar para vocês a simpática coruja-buraqueira, também conhecida como caburé do campo, coruja do campo, coruja mineira, guedé, capotinha, entre vários outros nomes. Seu nome científico é Athene cunicularia (grego, que significa coruja mineira ou coruja que cava túneis). Ela é considerada uma coruja de pequeno porte, podendo chegar até 27 cm de comprimento e 240g de peso. Vivem, mais ou menos, 9 anos.


Foto da internet. Coruja-buraqueira:


                                                                    Foto da internet. Casal de corujas-buraqueiras, monogâmicas:
Do Canadá à Terra do Fogo, ela é bem popular. E aqui em Peruíbe é "figurinha fácil", já que habita a maior parte da orla de nossas praias e convive com o movimento dos moradores e turistas. Andando pela orla, seja por qual meio de locomoção você utilizar, até mesmo com carro, observe com atenção a área entre a avenida e o murinho da praia, onde encontramos uma faixa de areia, grama e vegetação nativa. É ai que elas ficam: cavam buracos de até 3 metros de profundidade e 90 cm de largura. Forram as covas com capim e, monagâmicas, namoram entre março e abril, tendo de 7 a 9 ovos, incubados por 30 dias pela fêmea. O macho cuida da segurança e de prover alimentos.


Casal de coruja-buraqueira, na orla de Peruíbe. Foto de Sofia G. Silva:


Por falar em alimentos, elas são carnívoras. Comem de um tudo: roedores, morcegos, cobras, insetos, anfíbios, pequenos pássaros, tipo pardais. Mas a preferência é por roedores e insetos (besouros, grilos, vespas, abelhas, gafanhotos, escorpiões). Por isso, são consideradas importantes no controle de pragas urbanas. Agora é que me dei conta que em nenhuma fonte de pesquisa foi citada a "tar" da barata. Acho que elas não são chegadas nessa iguaria..rsrsrs Um casal chega a consumir, por ano, de 12.000 a 26.000 insetos e de 500 a 1.000 roedores!

A arte da camuflagem é a sua coloração parda, cor de terra, meio cinza. As sobrancelhas são brancas, olhos amarelos, cauda curta, perna longa; audição e visão super sensíveis e pescoço que gira 270º. A envergadura (medida de ponta a ponta de cada asa, abertas) chega a 60 cm.


Foto de Sofia Golfetto Silva:


Além de cavar seus buracos, elas também se apropriam de cupinzeiros abandonados e buracos de tatu. Em torno da entrada do ninho, o casal acumula fezes para atrair insetos e...devorá-los! Afinal, sobrevivência é a alma do negócio, seja lá de jeito for.


 Foto da internet. Olhar enigmático da coruja-buraqueira:


Com 14 dias, os filhotes ainda meio branquelos, já vão para a entrada da cova. Com uns 45/50 dias, começam a caçar, mas são alimentados e cuidados pelos pais até os 3 meses de vida. Além da praia, vivem também em campos limpos, pastagens, aeroportos(!), jardins, áreas urbanas com terra, cerrado, campos naturais. São menos frequentes em grandes florestas. 


Foto da internet. Filhotes já com carinha de adulto:


Elas têm hábitos diurnos e noturnos, mas preferem ficar mais quietas de manhã, se expondo mais no crepúsculo. De dia, protegem seus ninhos e, a noite, passeiam e caçam.


DUAS CURIOSIDADES

Quando a coruja-buraqueira sente seu ninho ameaçado, emite um som alto, forte e estridente. Esse som é reconhecido pelos filhotes que literalmente se "enfiam no buraco". Gente, seguinte, eu já me aproximei várias vezes delas e, realmente, esse som é assustador! Tipo: cai fora daqui ou... E esse "ou" é o voar direto na sua direção, com aqueles 60 cm de envergadura prá cima de você e, quando estão quase se chocando com a ameça (no caso, eu!), desviam o voo. Mas dai, você já correu faz tempo, né... pelo menos, eu corri!!!


Foto da internet. Posição de ataque, quando emite som de alerta. Assusta, não?!:


Já vi "ataques" aqui com cachorros e até urubus. Interessante que elas não partem para a agressão, mas o som e o voo são tão ameaçadores que resolve. No dia do cachorro, me diverti muito: ele corria para o buraco, a coruja voava para cima dele e ele corria dela. Dava um tempinho, lá ia ele de novo e, e de novo e de novo! O cachorro estava se divertindo. Já a coruja...


Vendo a paisagem, no murinho da praia, bem pertinho do ninho. 
Foto de Sofia Golfetto Silva:


Quando elas estão ativas a noite, seu canto é semelhante ao de outras corujas, bem diferente do som emitido de dia, para proteção dos ninhos. São chamados para acasalamento e de demarcação territorial. Ouça o canto noturno delas, clicando no link abaixo, obtido no site www.passarossilvestres.com, uma das fontes que utilizei como pesquisa.

http://passarossilvestres.com/wp-content/uploads/2016/02/Canto-da-Coruja-Buraqueira.mp3


Você já ouviu falar de um fenômeno chamado "querido inimigo"? Pois é, a coruja-buraqueira faz isso. Dos "vizinhos" dela, como outras aves, pessoas, animais "conhecidos" que ela "sabe" que estão frequentemente por ali, ela não se defende tanto. Assim, guarda energia para potenciais inimigos "não conhecidos", tipo cobras maiores das que ela consegue caçar, outros animais ou seja lá o que for que perturbar seu sagrado ninho. Elas, inclusive, convivem bem com pessoas "querido inimigo", desde que as mesmas não tentem chegar muito perto de seus ninhos.


Foto da internet. Simpatia para o clique!:

Achou a coruja-buraqueira?! Foto de Sofia Golfetto Silva:


Bem, é isso. Deu para conhecer um pouco mais sobre essa linda ave, tão comum aqui no nosso Brasil. Quanto mais conhecemos, melhor convivemos. 

Abraços a todos, Namastê!

Sofia Golfetto Silva

Também consultei www.avesderapinabrasil.com.br