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domingo, 13 de novembro de 2016

O IMPORTANTE E DESCONHECIDO JUNDU

Amigos, visitantes, tudo bem com vocês?!


Peço desculpas pelo longo tempo sem publicações, mas agora volto a ativa. E hoje, falando sobre o jundu, que muitos de vocês conhecem, já viram, mas não sabem o nome e a importância que ele tem. Então, vamos decifrá-lo.

Jundu, em praia de Ubatuba. Foto do blog Oubatubano:



Jundu, mata de jundu ou yundu é uma mata de baixa estatura formada por gramíneas rasteiras até arbustos de 2,00 m de altura, que compõe a mata de restinga. É formada por plantas comestíveis, ornamentais, floríferas, frutíferas e medicinais, sendo todas com raízes profundas que seguram totalmente os grãos de areia na beira da praia. Assim, o jundu é uma vegetação litorânea, que cresce em áreas não alagadas nem salinas, adaptada às marés altas e baixas, sendo uma barreira natural de contenção do mar. É uma vegetação de proteção da biodiversidade da zona costeira.

 Morrinhos de areia protegidos pelo Jundu:


"Era no jundu que o caiçara construía seu ranchinho, para abrigo de suas canoas, suas redes e materiais de pesca. Não existe praia sem jundu ou, pelo menos, não existia." (http://oubatubano.blogspot.com.br/2011/08/meio-ambienteo-jundu-nas-praias-de.html)

Com a expansão imobiliária na orla das praias, é um bioma em alto risco de extinção, infelizmente. Ainda pode ser observado em locais isolados, em praias de Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e Peruíbe. Os pescadores dizem que "praia sem jundu é que nem rosto sem sobrancelhas". 

Jundu em Peruíbe. Foto de Sofia Golfetto Silva, em 10/11/2016:

Aqui em Peruíbe temos muitos trechos da praia com o jundu preservado. É interessante que, quando a empresa de limpeza faz a poda da grama e mato na orla, ela mantém o jundu. Nesse ano que moro aqui já observei esse cuidado nas 3 vezes em que teve o trabalho de limpeza e poda da orla. Isso ocorre também porque o jundu é protegido por Lei Federal e sua eliminação pode levar à prisão de 3 meses a um ano, além do pagamento de multa.

Mesma foto de cima, com zoom:


Hoje, as praias urbanizadas em médio e alto grau, não possuem mais o jundu. Ele foi arrancado e trocado por muretas de contenção, quiosques, casas, prédios, enfim... uma infinidade de coisas que, sob hipótese alguma, substituem a função do jundu: proteger as orlas e o que fica atrás dela. Os montes de areia nos quais o jundu cresce e os mantém, por causa de suas raízes, protegem a subida da maré e a ação dos ventos que, quando batem, não carregam areia para além desses limites. 

É muito interessante percebermos que um "matinho" pode ser tão importante assim. Falo "matinho" porque já ouvi muitas pessoas se referirem ao jundu dessa forma e ainda acham ruim quando precisam pisar nele para acessar a praia. Ou, mesmo aqui, quando a empresa de limpeza os mantém, dizem que o serviço foi mal feito! 

Então, é sempre bom a gente procurar se informar, ler e se manter atentos, especialmente para as coisas da natureza e de sua preservação, pois nossas vidas estão diretamente ligadas à cada matinho, folha, ser vivo, árvore, etc... Hoje em dia, com tantas formas de pesquisa, com tanta divulgação de informações, não podemos dizer que "não sabíamos" e nos omitir diante de tantos absurdos que acontecem em "nossos quintais".

Só para ilustrar, quem conhece a praia de Itamambuca, em Ubatuba, com certeza teve que andar no meio do jundu para acessar a praia. É simplesmente lindo!!! Ah.. e lá em Ubatuba, tem um movimento de preservação do jundu, cujo blog mencionado acima explica.




















Fontes: wikipedia, uol, site do meio-ambiente do ESP e o blog de Ubatuba.

Boa semana com feriado para todos. Aqui tá frio e chovendo. Acho que é a despedida do friozinho para a chegada do calorão...rsrs

Até o próximo post, paz e prosperidade!

Namastê.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização

sábado, 29 de outubro de 2016

RESSACA, UM FENÔMENO LINDO!!!

Amigos, visitantes, sejam bem vindos!!!

Post para falar desse fenômeno lindo, que é a ressaca do mar. Sim, ela causa estragos e essa é a parte triste. Mas devemos lembrar que nós estamos no lugar errado. Ressacas sempre ocorreram, é da natureza. E nós "invadimos" as áreas de expansão do mar, então... Seja como for, faz parte das nossas vidas, como tantos outros fenômenos naturais e temos que nos preparar para eles, da melhor forma possível.

Mar calmo e tranquilo. É o normal...Foto de Sofia G. Silva:



Mar já mais agitado pelo vento. Em abril, outono. Foto de Sofia G. Silva:

 Nesse sábado, 29/10/16, por volta de 15:40h. Parecia que o céu estava desabando sobre o mar... choveu e tive que voltar para o carro:

As ressacas ocorrem em tempo frio, mais ou menos do final do outono até meados da primavera. São as massas de ar quente que se encontram com as de ar frio, gerando diferenças de pressão atmosférica que causam os ventos fortes que empurram as águas do mar em direção à costa.

Some-se a isso o efeito estufa, que aumenta o acúmulo de energia do sol na atmosfera, que é transferida para o mar na forma de ondas. E também tem as marés, que sobem e descem, de acordo com o movimento da Terra em torno de si mesma.

Como sabemos, o estrago causado pode ser grande, mas hoje é possível prever as ressacas com até cinco dias de antecedência, minimizando os prejuízos. Aqui em Peruíbe, nessa semana, foi dado o alerta, focando especialmente os "quiosqueiros" pois eles são a primeira coisa que o mar encontra pela frente, depois da mureta de contenção.

Nossas muretas são diferentes das de Santos. São muros elevados de 1 metro de altura mais ou menos, como vocês podem ver na foto acima. O mar subiu tanto que as ondas que batiam nas muretas alagaram a grama. Onde existe acesso sem as muretas, a avenida ficou tomada por água e sujeira. Vejam abaixo...


Essa eu bati de dentro do carro! Isso é água do mar. A chuva tinha acabado de começar:

À esquerda da faixa de grama temos a mureta de contenção:


Em destaque o quiosque "Badalo". Bati essa foto da esquina da rua da minha casa, olhando para a direita, em direção à Serra do Itatins. A foto acima mostra o outro lado do quiosque Badalo. O dono é o Baiano, pescador e cozinheiro de mão-cheia!!!:



Aqui, as ondas invadindo as rampinhas de acesso à praia. Básico...

Muita sujeira vem de alto-mar. Paus ficam fincados na areia, plásticos ficam enterrados, troncos de árvore são trazidos até a mureta. A bandeira da CETESB está vermelha pois quando chove muito ou tem ressaca o mar fica impróprio para banho. Normalmente, essa bandeira é verde. Ah... na temporada, devido à grande quantidade de pessoas, as vezes também a bandeira é vermelha. Onde está esse tronco é meu acesso para caminhar na praia, coisa que estou meio que evitando, nesses dias...rsrsrs!!!


Avenida da praia, Jardim Icaraíba:



Olha, uma onda!!! Tá, na mureta, se chocando com violência contra ela!!!:

Enquanto eu estava escrevendo esse post, meu marido chegou e fomos dar uma olhada na orla, no sentido de Itanhaém. Gente, que coisa...da rua da minha casa para a esquerda, não tem mais mureta de conteção, quero dizer, nunca teve mesmo. São as dunas de areia e a vegetação que protegem a avenida. E a coisa foi feia... O mar invadiu 2, vejam bem, 2 quarteirões além da avenida. Tem areia espalhada por todas as ruas, entrou água nas casas e a avenida tá parecendo a praia! Um quiosque cedeu, outro, encheu completamente de água. Fico triste, pois são conhecidos que trabalham muito e...pois é. 

Segundo os pescadores, que também foram aivsados para não irem ao mar, essa vai ser a última noite de ressaca brava. Esperemos que sim!

Ah.. só para ilustrar, o termo "ressaca" de bebedeira veio justamente da ressaca do mar. Em espanhol, "resaca" expressa o refluxo das ondas no oceano. Tudo a ver com o mal-estar provocada pela "katcha"...kkk Em Portugal e no Brasil, o termo ganhou novo significado.

Bom final de semana para vocês. Cuidado com as duas ressacas, para quem estiver no litoral do Sul e Sudeste do Brasil!!!

Paz e Luz.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A TEMIDA E PECULIAR ILHA DAS COBRAS

Amigos, visitantes e apaixonados por natureza, sejam bem vindos a esse post mais do que super especial, onde você verá fotos INÉDITAS da Ilha das Cobras, enviadas carinhosamente pelo RICHARD RASMUSSEN. Sinto imenso prazer em escrever esse post!!! 

A Ilha da Queimada Grande, também conhecida como Ilha das Cobras, é considerada o segundo lugar mais perigoso do mundo para viver ou visitar. Se formos levar em consideração somente Ilhas, ela é a mais perigosa. Vários sites indicam isso. Veja, por exemplo, no site http://www.elhombre.com.br/os-14-lugares-naturalmente-mais-perigosos-do-mundo/ 

Localizada no Município de Peruíbe, a Ilha da Queimada Grande fica a 35 km da costa (2 horas de navegação), tem aproximadamente 43 hectares (40 campos de futebol) e não tem praias. O acesso à Ilha é proibido e somente  analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade podem ir lá, além de profissionais por eles autorizados. Foi o caso do Richard, que esteve aqui em 29 e 30 de junho passado, junto com o pessoal do Butantan, de SP. Esse instituto é um órgão federal que administra unidades de conservação do Brasil. Desde 1.984 a ilha foi estabelecida como uma ARIE: ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO.

     Ilha da Queimada Grande. Foto Nitroimagens:


RICHARD RASMUSSEN chegando em um dos poucos pontos de desembarque da ilha:


A ilha é um rochedo de granito, com morros de até 210 metros, forrados por Mata Atlântica. Por lá, não existe água potável e nenhum tipo de animal mamífero. Pela foto dá para perceber que penhasco é o que não falta por lá! Somente baratas silvestres e outros insetos,  sapos, aranhas e cobras habitam esse meigo ponto no vasto oceano!!!! É uma ilha quente, com trilhas íngremes, com chuvas e tempestades de vento bem fortes. Se aqui em Peruíbe é assim, imagino na ilha, que está no mar aberto! 

                   Equipe do Richard morro acima:

Daqui da rua da minha casa é muito interessante, pois a visão da ilha fica bem centralizada no final da rua e ocupa toda a vista do mar. 

Em perspectiva, conforme andamos na direção do mar, ela vai diminuindo, diminuindo, até ficar pequena, diante da imensidão do mar. Quando o dia está sem névoa lá em alto mar, ela fica linda, imponente. É visível sem nenhum problema, é grande e passou a fazer parte da minha vida, já que a vejo todos os dias!



Bem, voltando ao texto..rsrs, antes de escrever sobre as cobras, vamos entender COMO ELAS FORAM PARAR E FICAR POR LÁ?!

Há uns 55 milhões de anos, a Ilha se formou por um desdobramento das origens da Serra do Mar, fazendo parte de uma única massa de terra. Diferentes momentos de evolução da crosta terrestre ocorreram. Entre 10 e 12 mil anos atrás, terminou a última era Glacial, o nível dos oceanos se elevou e ocorreu a formação da ilha, já que essa parte do continente ficou cercada de água por todos os lados!

No começo, a população de serpentes era igual as daqui do continente (Bothropoides jararaca). Mas elas tiveram que se moldar a uma nova condição de disponibilidade de alimentos e passaram a se adaptar à vida em cima das árvores, pois o principal alimento eram as aves migratórias. O fato delas terem ficado isoladas na ilha também levou a falta de predadores naturais. O que aconteceu? Infestação total.
                                                          Jararaca-ilhoa. Fonte: DNI:
Dai, essa mudança de padrão alimentar fez, ao longo das diversas gerações, ocorrer uma alteração comportamental: as jararacas-ilhoa (Bothropoides insularis) aprenderam a prender-se no alto das árvores pela cauda, formando um laço em volta dos galhos. Os indivíduos jovens andam somente no solo, como suas parentes do continente e comem lacraias, lesmas, sapos, etc. Quando adultos, passam a frequentar as árvores e se alimentar das aves.




OS FAMOSOS: Richard e a jararaca-ilhoa (Bothropoides insularis):


A evolução fez o veneno da jararaca-ilhoa tornar-se mais potente para que a presa, uma vez mordida, morra rápido. O veneno da jararaca aqui da terra firme, após inoculado, demora mais para fazer efeito. A cobra pode esperar até a presa esmorecer. No caso das aves, se elas demoram para morrer, lá se vai a comida voando...rsrs De nada adianta a presa morrer no mar. Dai, a adaptação às novas condições de vida ilhada fez o veneno ser 5 vezes mais potente que a jararaca continental. A ilhoa pica a ave e não a solta. Ela morre rápido e pronto... refeição servida.

Afrânio do Amaral foi um dos primeiros diretores do Instituto Butantan, de São Paulo e um dos pioneiros no estudo da jararaca-ilhoa, em 1.921. Já em 1.948 pesquisadores brasileiros descobriram o vasodilatador bradicinina, vindo do veneno da jararaca continental. Ele tem ação anti-hipertensiva e originou o medicamento Captopril. Em 2.001, foi patenteado o Evasin, de mesma origem e função. 

Apesar do soro antiofídico ser o mesmo, para as duas espécies, acredita-se que algumas enzimas da ilhoa possam dar origem a novos fármacos. Somado a isso o fato da ilhoa ser endêmica, ou seja, só existe na Queimada Grande, torna a Ilha um paraíso para a biopirataria, uma grande preocupação entre os ambientalistas, segundo explica Raulff Lima, que atua na Renctas, ONG de combate ao tráfico de animais. "As serpentes, de um modo geral, são muito resistentes. Elas podem ficar dias sem comer, o que facilita seu envio para outros países."

 Pesquisadoras do Instituto Butantan, que estavam na Ilha, junto com o Richard, em junho passado:

                                                            Richard e a barata silvestre:


Segundo o Richard Rasmussen, os verdadeiros "donos" da Ilha das Cobras são as baratas silvestres. Então, tá...sei que a maioria das pessoas não é chegada em baratas, mas essas são diferentes, gente, são silvestres!!!!kkkkk Bem, se ele disse isso, imaginem a quantidade de baratas que tem por lá. Cinco cobras por metro quadrado é fichinha!!!





Temos também uma população de aranhas armadeiras, que são perigosas meeeesmo! O que mais me emociona, no Richard, é o contentamento que sente ao se deparar com "caras" assim, como ele costuma dizer...rsrs

Richard e a aranha armadeira. A fisionomia de felicidade dele é ímpar!:

Foto de um dos penhascos. Fonte: DNI:


            Farol da Ilha. Foto: DNI:

Na ilha, existe um farol, instalado em 1.909, cuidado por funcionários da Marinha. Desde 1.940 ele foi automatizado: é operado à distância, bem mais seguro. É visitado para manutenções anuais e com toda segurança. Existem várias histórias/lendas envolvendo a Ilha. Abaixo, cito a transcrição do blog:
http://mundotentacular.blogspot.com.br/2013/03/ilha-das-cobras-o-maior-serpentario.html
"...funcionários da Marinha que cuidavam do farol, instalado em 1909. Eles mencionavam constantemente a quantidade incrível de cobras na ilha, mas a maioria das pessoas no continente achava que aqueles relatos não passavam de exagero. "História de Pescador". Em uma carta, um dos faroleiros relatou: “Para cúmulo de infelicidade, os moradores da Queimada Grande, de vez em quando se veem privados até das próprias galinhas, que criam para sua subsistência, pois que, sendo lá o ‘paraíso das cobras’, esses pobres animais são frequentemente dizimados”, escreveu um deles em 1921.

Tem uma história, que pode ser lenda, que a família de um faroleiro morreu, atacada pelas cobras, após uma forte tempestade. As cobras entraram na casa e mataram o marido, esposa e três filhos.

CURIOSIDADE: "Em meados do século XIX havia planos de utilizar a ilha para o plantio extensivo de bananas. Uma companhia chegou a arrendar a área e enviar um grupo de trabalhadores para derrubar a mata atlântica e preparar o solo para o plantio. Só não contavam com as cobras. Para tentar espantar os animais, espalharam óleo na mata e atearam fogo esperando que isso desse cabo dos répteis. A coluna de fogo foi tão alta que podia ser vista  em Itanhaém e Peruíbe, e serviu para batizar a Ilha que passou a ser chamada de Queimada Grande. É claro, de nada adiantou. As cobras continuaram atacando e assustando os trabalhadores, logo ninguém mais queria trabalhar ali e os planos foram abandonados." Fonte Blog Mundo Tentacular.

Pesquisar e proteger a Ilha não é nada fácil. Por isso, admiro muito o trabalho do Richard e de tantos pesquisadores que já passaram por lá. Inclusive, nos anos de 1.960, outro Richard, dessa vez um belga, já esteve na Ilha. Deixo meu abraço carinhoso ao Richard Rasmussen, biólogo, pesquisador e aventureiro, que nos proporciona momentos raros de conhecimento e contato com a Natureza. Com esse abraço, homenageio todos os pesquisadores que dedicam suas vidas à pesquisa e enriquecem nosso saber.

Obrigada, Richard Rasmussen, sua equipe e a todos os pesquisadores!:


 Deixando a Ilha. Foto DNI:

Temos também a Ilha da Queimada Pequena, que fica mais perto de Peruíbe, a 22 km da costa, e é bem menor. Também faz parte da ARIE. De longe, elas parecem estar perto uma da outra, mas não estão!!!

Ilha da Queimada Pequena:


É isso, amigos. Eu gostei muito, e vocês?! Vários sites foram pesquisados, além das fotos lindas que o Richard mandou. Em especial, destaco o Blog "Mundo Tentacular", cujo link está ao lado da foto do Farol. Também podem ver: 

http://misteriosdomundo.org/a-ilha-mais-mortal-do-mundo-esta-no-brasil/;www.curtoecurioso.com.br

www.viajeaqui.abril.com.br/materias/ilha-queimada-grande-sao-paulo;

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rea_de_Relevante_Interesse_Ecol%C3%B3gico_Ilhas_Queimada_Grande_e_Queimada_Pequena

http://marsemfim.com.br/arie-ilhas-da-queimada-pequena-e-queimada-grande/

Obrigada pelo carinho, paz e luz.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

UM POUCO MAIS SOBRE PERO CORREA E O ABAREBEBÊ

Amigos, visitantes, sejam bem vindos!

Passando por aqui, nesse feriado de 12 de outubro, somente para fazer um post-curiosidade! rs

Como eu disse, no final do post sobre a Parte II (1.553-1.959) da História de Peruíbe, foi bem difícil reunir material sobre essa fase. Mas revendo meus arquivos, encontrei um texto do site www.jornaldeperuibe.com.br, muito legal, falando da relação entre o Pero Correia e o Padre Leonardo Nunes, o Abarebebê, que achei interessante reproduzir, em partes, para vocês. Vamos ver?


1. PADRE LEONARDO NUNES, O ABAREBEBÊ:

"Com a chegada dos Jesuítas, em 1.549, iniciou-se a verdadeira vida colonial em Peruíbe. Aqui vieram, além dos portugueses, várias famílias de refugiados  vindos de Veneza. Chegaram, em Santos, três navios dos irmãos Adorno, que tiveram de fugir de lá, quando o pai deles (Doge) foi morto. Os filhos se salvaram, vindos com navios carregados de mercadorias para cá. O padre Leonardo Nunes começou a primeira vila, com várias famílias. Fez a reforma do antigo forte (Marco Possessório), construiu escola e capela mais ampliada. Deu-lhe o nome de Colégio São João Baptista. Lá estudaram filhos de índios, portugueses, italianos e de quem estivesse por perto.

Essa população mista cultivava, pescava e mantinha escasso comércio... Com a chegada de José de Anchieta, em 1.553, o Colégio já abrigava os Missionários, que ampliavam o ensino religioso em Peruíbe e o trabalho de catequese estendeu-se até Iguape e Cananéia."

Como já mencionei na Parte I, o padre Leonardo Nunes era um humanista, querido por todos, prudente, zeloso, valente e que, por estar em todo lugar com agilidade impressionante, foi apelidado pelos índios de "Abarebebê", que significa irmão do vento ou, como ficou conhecido "padre voador".

Em 1.553, ele deixa Peruíbe e vai para o nordeste, em busca de novos missionários que chegavam de Portugal. Nesse mesmo ano, "retorna a São Vicente na companhia de Pero Correa, dono do navio que fazia o percurso de navegação até a Bahia, trazendo o futuro padre Anchieta." Em janeiro de 1.554, Leonardo Nunes e Anchieta sobem a Serra do Mar, deixando o Colégio entregue a missionários. Lá no planalto, iniciaram o primeiro povoado (Vila de Piratininga) e voltam para Peruíbe. No dia 15 de junho de 1.554, Abarebebê volta para o nordeste mas uma forte tempestade faz o navio naufragar em 30 de junho e todos os ocupantes morrem.
                                                                                                    Pde. Leonardo Nunes:




"Assim desapareceu em 30 de junho de 1.554 o Abarebebê de nossos índios, um grande humanista até hoje lembrado. Deixando a semente da civilização pacífica, temos em Peruíbe as ruínas deste colégio fortaleza, que pode ser visitado a qualquer hora, atestando as origens primitivas do Marco Possessório".











Trecho da vida de Abarebebê, retirado do site www.leonardonunes.org.br

"Padre Leonardo Nunes sempre deu mais valor aos bens espirituais do que ao conforto ou bens materiais. Gostava de cantar e tinha boa voz; usava este instrumento para atrair mais perto a sensibilidade indígena.

  Na capela onde rezava a missa, intimou João Ramalho a retirar-se por julga-lo excomungado - incomodava-o o estilo de vida desregrada de João Ramalho, que tinha muitas mulheres (todas índias) e muitos filhos.

  Nessa ocasião, recebeu ameaças dos filhos do povoador. Nesse mesmo ano aconselhou João Ramalho a fundar Santo André da Borda do Campo, antecedendo Nóbrega no conhecimento dos Campos de Piratininga. Alguns historiadores atribuem a Leonardo Nunes a primeira idéia de fundar São Paulo.

  Incansável na catequese, procurou os tamoios e carijós no sertão, restituindo a estes a liberdade negada pelos portugueses. Numa das cartas de Anchieta encontramos: “...porque também a vida do Padre Leonardo Nunes era muito exemplar e convertia mais com obras que com palavras”."



2. PERO CORREA: de "saqueador a convertido":

No post da Parte I (1.494 a 1.553) eu falei do Pero Correa. Ele chegou aqui, junto com Fernão Morais, vindos de Algarve, integrando a comitiva de Martim Afonso de Sousa. Eles vieram atrás de riquezas (ouros, pedras preciosas e tráfego de índios). Ou seja, eram bandeirantes, que desbravavam as matas para conquistar, sejam territórios, sejam riquezas. "Suas expedições naqueles tempos eram famosas, pois eles capturavam índios e os vendiam como escravos. O comércio de escravos e ouro, extraídos das montanhas além da Serra dos Itatins, deu muito lucro; navios isolados aportavam no Guaraú, eram carregados de mercadorias que transportavam para a Europa. Foram os mais ricos daquele tempo, suas fortunas eram enormes, mas muito odiado pelos índios, que várias vezes, tentaram matá-los...Pero Correa e sesu companheiros vivam em busca de índios, atravessaram as matas e foram obstáculos a toda e qualquer paz entre as mutias tribos indígenas (Carijós, Caiumas, Tapanhumas, Misomonius, Guayanases, Tamois, Tupi Guaranis). Por sua culpa, os índios vivam em guerra constante."


3. NUNES & PERO:

O pacificador Leonardo Nunes fez de tudo para tentar trazer Pero Correa para a Igreja, fazendo-o ver o estrago que ele causava ao trabalho de catequização dos índios e paz entre os habitantes da região. Mas não conseguia. Até que, em 1.553, dizem que ocorreu uma aparição de Nossa Senhora nas matas do Guaraú, durante uma de suas caçadas aos índios. Desse dia em diante, Pero se converteu, depôs as armas e "começou a colaborar pacificamente com os missionários catequistas, ajudando-os a divulgar o Cristianismo entre os índios. Porque ele conhecia vários dialetos indígenas, foi intérprete em muitas ocasiões, ofereceu seus barcos e ajuda financeira para os missionários, que assim puderam ampliar o seu trabalho até o Paraná, construindo igrejas e escolas, avançando pelo sertão, aumentando as povoações."


Pero Correa, por Benedicto Calixto. 
Foto site www.dhi.uem.br:


Curiosidade

Esta obra localiza-se na Igreja de Santa Cecília, em São Paulo, e retrata, segundo a visão de Benedicto Calixto (leia sobre ele no post de mesmo nome, publicado em julho 2016). é o momento da conversão de Pero Correa: ele, de frente e Leonardo Nunes com o braço levantado. 








Foi dai que entendi porque o Leonardo Nunes viajava nas embarcações do Pero e veio, depois, a falecer em uma delas.

De nada adiantou sua conversão. Ele foi morto pelos índios Guayanases, em Iguape, crivado por flechas. Eles não esqueceram o perseguição e captura de seus irmãos.

A história é assim: recortada, interessante, enigmática e cheia de surpresas!!!

Abraço a todos. Paz e luz.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização




domingo, 9 de outubro de 2016

A HISTÓRIA DE PERUÍBE - Parte II (de 1553 a 1959)

Bem vindos, amigos e visitantes!

Vamos continuar a conhecer a História de Peruíbe e do Brasil mais um pouco?!

Bem, no post anterior, estávamos a um dia das eleições. Como foram de votação? Se seu candidato ganhou, olho nele. Se não, olho nele também, afinal, zelar pela nossa cidade é zelar pela nossa qualidade de vida. Vamos deixar de ser passivos e passar a fazer parte da administração das nossas cidades!!!

As "cenas dos próximos capítulos" pararam na chegada do Pde. José de Anchieta, em 1.553. Ele foi trazido pelo Pde. Leonardo Nunes que, infelizmente em 1.554, faleceu num naufrágio.

Peruíbe desenvolveu-se até 1.563, quando um levante dos índios ameaça liquidar toda a obra dos catequistas no litoral paulista, obrigando Anchieta a transferir seu reduto para perto de Itanhaém e abandonar de vez a região em 1.565. Nessa fase, a Aldeia de São João Baptista vai decaindo e, no início do Séc. XVII (1.600), volta a se desenvolver como uma colônia de pescadores.


Catequização dos índios. Foto "Mundo Educação":



Durante um período, a Aldeia de São João Baptista passou para a denominação de Vila da Conceição de Nossa Senhora. É que, naquela época, existiam denominações de Vila, Aldeia, Bairro, Freguesia. Pelas pesquisas de documentos deixados por José de Anchieta, Frei Gaspar, Benedicto Calixto, pesquisadores entendem que as Ruínas do Abarebebê/Colégio São João Baptista, foi o início da fundação da Vila da Conceição de Nossa Senhora, atual Peruíbe. Porém, por volta de 1.640, a denominação de Vila foi perdida e voltou para Aldeia de São João Baptista.

Esse status de "Vila" foi perdido para Itanhaém (que ainda não tinha esse nome) pelo fato dessa Aldeia ser mais próxima da Vila de Piratininga (São Paulo), que crescia a cada dia. Assim, os Portugueses que lá moravam, fizeram por onde elevar a Aldeia para Vila, o que fez de Itanhaém um local com mais movimento e desenvolvimento. Inclusive, os próprios índios catequizados levaram o acervo da Igreja do Abarebebê para o Convento de Itanhaém (que é um ponto turístico de lá e...haja fôlego para subir o morro!!!), com medo de saqueadores, que começaram a invadir a região da Aldeia de São João Baptista.


Convento de Itanhaém: foto Google


Tudo piorou quando, em 1.748, os padres Jesuítas foram expulsos do Brasil, pois sua atuação estava interferindo nas ações da Coroa de Portugal e em seus interesses. Sem a proteção dos Jesuítas e rebaixada à Aldeia, a atual Peruíbe consolidou-se como uma região de pescadores e entrou em declínio e abandono. Em 1.871 recebeu sua primeira "Cadeira Educacional".  Em 1.914, chegou a Estrada de Ferro Santos-Juquiá (Cidade do Vale do Ribeira) e novos imigrantes. Também teve expansão a bananicultura, presença forte até hoje. Ficou ligada à Itanhaém até 1.959.

Mapa da estrada de ferro Santos-Juquiá: 


Curiosidade:

A estrada de ferro foi construída pelos ingleses da Southern São Paulo Railway, entre 1.913 e 1.915. Em 1.927 o Governo do Estado comprou a linha e a entregou para a Estatal Sorocabana.

Abaixo, a esquerda, propaganda integral de lotes a venda em Peruíbe. A direita, ampliado, o anúncio. Jornal Folha da Manhã, 07/07/1.946.

Fonte: www.estacoesferroviarais.com.br:










Nos anos de 1.950 tivemos a construção das rodovias que chegaram ao Litoral Sul. Com isso, a atividade comercial começou a crescer, especialmente a imobiliária. Nessa época, a Câmara Municipal de Itanhaém contava com representantes do Distrito de Peruíbe, entre eles, o vereador Geraldo Russomano (sim, avô de Celso Russomano) e João Bechir, que conseguiram efetivar a realização de um plebiscito, para definir a emancipação política de Peruíbe. Isso foi em 24 de dezembro de 1.958 e, em 18 de fevereiro de 1.959, o distrito passou a ser um município desmembrado de Itanhaém.

Ufá! Esse post deu trabalho!!! Essa é uma parte da história bem difícil de pesquisar, de forma específica para a região. Foi confuso entender o que aconteceu; espero que eu tenha entendido direito, para não passar informação errada. O que ficou muito claro é que mesmo sendo essa Capitania a principal, mais centralizada e tendo como donatário o Martin Afonso de Sousa, o desenvolvimento foi feito a duras penas e aqueles que aqui habitavam sofreram muito. Os índios, então, nem se fala. Tanto é que colocaram os Jesuítas prá correr, depois de 11 anos, quando perceberam que a atuação deles estava fazendo mais mal do que bem: a catequização estava facilitando a captura deles, para serem vendidos como escravos. Não era a intenção dos jesuítas mas... foi o que aconteceu.

Gostaram?! Até o próximo post, boa semana todos!!!

Paz e luz.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A HISTÓRIA DE PERUÍBE: PARTE I - Estamos na História do Brasil (de 1494 a 1553)

Olá, amigos, visitantes e apaixonados por Peruíbe!

Há uns dias atrás, comecei a pesquisar sobre a história de Peruíbe. Estava muito "passada" pois tudo que encontrava era aquela coisa de um copia do outro, que vem do outro e do outro. Então, li pelo menos uns cinco sites diferentes, mas até os parágrafos eram quase iguais. 

Não me conformei. E foi muito bom! Encontrei um site (www.jornaldeperuibe.com.br), que, além de não copiar nada, ainda trouxe a história desde o final do Séc. XV (idos de 1490 e pouco). E encontrei também fotos e pinturas muuuuito antigas. Então, vamos lá, pois para quem não sabe (e eu não sabia...rs), Peruíbe faz parte do início da História do Brasil.

Para não ficar cansativo, vou dividir em dois posts, talvez três...Quem tiver interesse em conhecer mais a fundo, é só entrar no site indicado acima e também pode ir no www.soulperuibe.com.br, que tem a parte mais conhecida, de 1549 para cá. Consultei também o www.wikipedia.com.br e as imagens foram obtidas no Google.

Lembram das aulas de História?! Então, as monarquias da Espanha (Rei Dom Fernando) e Portugal (Rei Dom Alfonso V) estavam meio brigadas, em função da descoberta das Terras das Américas: ambas as coroas investiram em embarcações e expedições que deram nessas bandas de cá. Dai, em 1494, fizeram o Tratado de Tordesilhas, uma linha imaginária que cortava a América do Sul em duas partes, paralelamente ao Oceano Atlântico (linha meridional, mas ai...já é geografia...rsrsrs). Nessa primeira demarcação, vejam só, o limite era exatamente aqui em Peruíbe que, naquela época chamava-se Tapirema. Isso foi em 1494 e era conhecido como Marco Divisório entre as duas colônias: à direita, Portugal; à esquerda, Espanha.

                      Linha do Tratado de Tordesilhas, 1.502:

Ao lado, um mapa mundi, que mostrava a Linha do Marco Possessório. Esses mapas eram feitos à mão, com os conhecimentos dos navegadores e matemáticos / astrônomos / astrólogos. Lembrando que uma única pessoa podia ser tudo isso ao mesmo tempo já que não existiam essas diferenciações entre as profissões. É só lembrar de Da Vinci e Michelângelo, por exemplo.








Mapa de navegação, já mais encorpado:


Assim, nos mapas dos navegadores daqueles tempos, o nome de Tapirema já estava escrito. E, depois que o Almirante Pedro Álvares Cabral chegou no Brasil (1.500), foi erguido aqui a primeira construção rústica de defesa, contra o avanço dos Espanhóis, em 1.505 (início do Séc. XVI). E, ao mesmo tempo, iniciou-se a formação de São Vicente.

Com o passar dos anos essa linha imaginária foi indo cada vez mais para o oeste, com a conquista de novas terras pelos Portugueses. Em sangrentas lutas, que infelizmente não nos contam direito na escola, o Brasil tem seus limites como o conhecemos hoje.

De 1.492 até 1.532, piratas, índios e alguns aventureiros desfrutavam das belas paisagens dessas bandas e exploravam ouro e pedras preciosas, onde hoje é o Vale do Ribeira. Mas ai chegaram aqui dois sujeitos sedentos por dinheiro: Pero Correa e Fernão Moraes, vindos de Algarve, Portugal. 

             Martim Afonso de Sousa:


Eles integravam a comitiva de Martim Afonso de Sousa, que era o Capitão-mor da Armada que veio ao Brasil nesse ano, a mando de D. João III. Foi Martim quem teve a incumbência de criar as Capitanias Hereditárias cedidas aos donatários. Aliás, ele as delimitava e escolhia os beneficiados. E, claro, escolheu a dele e do irmão Pero Lopes de Sousa. Foi Martim, também, quem fundou a primeira Vila do Brasil: a Vila de São Vicente, em 22 de janeiro de 1.532.








Voltando a Pero Correa e Fernão Moraes, esses caras vieram atrás de grana, ou seja, ouro, pedras e tráfico de índios como escravos. Navios aportavam nas prais de Peruíbe, inclusive no Guaraú, para levar tudo para a Europa. E nem precisa dizer que eles arrumaram tanta confusão por aqui (e ficaram ricos), que quase foram mortos algumas vezes pelos índios.

Nessa época, o forte levantado aqui no início do Séc. XVI estava abandonado pois sua milícia tinha sido transferida para Cananéia (ampliando a guarda das novas conquistas do Marco Possessório). E, no meio dessa confusão toda, os índios ficaram agressivos e perigosos. Também, imaginem: eles estavam tranquilos, eu acredito. Deviam ter suas rixas entre tribos distintas (Carijós, Tapanhumas, Tamoyos, Tupis-Guaranis, Guayanases), mas nenhum invasor. Ai, chega um povo branquelo, cheio de roupas, com armas que atiram e saem tomando tudo pela frente, quem não iria ficar muito "possesso" da vida?!

Passaram-se alguns anos nessa confusão quando, em 1.549, chegaram os Padres Jesuítas. Foi ai que começou a vida colonial em Tapirema. Vieram também algumas famílias portuguesas e famílias de refugiados italianos de Veneza.


                                                                                           Padre Leonardo Nunes:

Foi o Padre Leonardo Nunes quem começou, junto com essas pessoas e outros que aqui estavam, a "reformar" o antigo Forte e a transformá-lo em uma pequena escola e uma capela, dando o nome de Colégio São João Batista. Em 1.553, missionários já habitavam esse complexo. Padre Leonardo Nunes foi uma figura de grande importância aqui em Peruíbe. Ele era um homem pacificador, dotado de grande inteligência, era bondoso, valente e conquistou os índios com seu jeito especial. Foi apelidado pelos índios de "Abarebebê", que significa "irmão do vento" e ficou conhecido como "padre voador". Isso porque ele ia e vinha de um lado para outro lado, sem se importar com chuva, vento, sol. Os índios diziam que ele estava em todos os lugares ao mesmo tempo. Ele faleceu em 1.554, num naufrágio de uma embarcação do Pero Correa. Foi uma dura perda. Padre Leonardo Nunes é lembrado até hoje como um grande humanista. Ah... ele veio de Portugal para o Brasil na missão do Padre Manoel da Nóbrega.





As "Ruínas do Abarebebê" são hoje um ponto turístico da cidade: de defesa de Marco Possessório à Colégio e Igreja, é um dos marcos do início da História do Brasil. Aliás, eu moro bem perto dessas ruínas! Emocionante!!!


Vista aérea das Ruínas do Abarebebê:

Ruínas, mais de pertinho:

            Ruínas, mais de pertinho ainda...rs:


Um parênteses:
É triste dizer mas as últimas administrações de Peruíbe abandonaram por completo o cuidado com os pontos turísticos da cidade e isso inclui as Ruínas do Padre Leonardo Nunes.
Temos a esperança que, seja qual for a nova administração, um novo olhar para o turismo da cidade prevalecerá.
Isso é um pedido, não só meu, como de todo cidadão que aqui vive.




                                                                                             Padre José de Anchieta:
Advinha qual foi o missionário que chegou aqui, em 1.553?! O Padre José de Anchieta, claro, trazido pelo Abarebebê. E a continuação dessa história fica para o próximo post!!!

Bem, eu aprendi e relembrei um monte de coisas da nossa história. Tomara que você também. A História é parte de nossas vidas. Conhecê-la nos faz mais fortes, conscientes e cultos. E domingo é dia de Eleição. Vamos votar com a razão. Descemos a boca nos políticos mas...somos nós quem os colocamos lá. E, se forem eleitos candidatos nos quais não votamos, nossa obrigação é acompanhar e cobrar aquilo que realmente importa para nossas cidades, pois é ai que a vida cotidiana começa.

Abraço a todos, paz e luz. Namastê.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em Organização