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sexta-feira, 26 de maio de 2017

"LEGADO DAS ÁGUAS" VENCE PRÊMIO NACIONAL DE BIODIVERSIDADE

Olá amigos, visitantes e apaixonados por Natureza!

É com muito orgulho e satisfação que informo a todos que o projeto "Legado das Águas", assunto do meu último post, em 22 de maio, participou e venceu, na categoria "empresas", a 2ª Edição do PRÊMIO NACIONAL DE BIODIVERSIDADE, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente. 


Foram 17 finalistas, em 6 categorias. O prêmio foi entregue no dia 22 de maio (coincidência, mesmo dia do post!), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Bom saber que boas notícias também chegam lá da nossa Capital Nacional!

O prêmio tem como objetivo reconhecer iniciativas do setor público, privado, organizações sociais e profissionais que se destacam por buscar a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira, contribuindo para o alcance das Metas Nacionais da Biodiversidade.

Para cada iniciativa inscrita foram avaliados os critérios de efetividade quanto ao estado de conservação da espécie, impactos ambiental e social e inovação.

David Canassa, Gerente Geral de Sustentabilidade e Inovação da Votorantim S.A. e Diretor do Legado das Águas e Frineia Rezende, Gerente de Sustentabilidade do Legado estiveram em Brasília para receber o prêmio.

Um paraíso no Sul do Estado de SP:


Lembrando, o "Legado das Águas" é a maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil, com extensão de 31 mil hectares, localizado no Vale do Ribeira, no Sul do Estado de SP. A área está sendo conservada há mais de 50 anos pela Votorantim, preservando as nascentes da bacia do Rio Juquiá, onde a empresa possui 7 Usinas Hidrelétricas. Desde 2012 o Legado foi transformado em polo de pesquisas científicas, estudos acadêmicos e desenvolvimento de projetos de valorização da biodiversidade e projetos sociais na região, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

Conheça mais: 



Vai lá, acesse, informe-se, vá lá visitar, é lindo!

Paz e prosperidade. Namastê.



Sofia Golfetto Silva
Personal Organizer 
e...apaixonada por Peruíbe
insta: @sofiaorganiza





domingo, 13 de novembro de 2016

O IMPORTANTE E DESCONHECIDO JUNDU

Amigos, visitantes, tudo bem com vocês?!


Peço desculpas pelo longo tempo sem publicações, mas agora volto a ativa. E hoje, falando sobre o jundu, que muitos de vocês conhecem, já viram, mas não sabem o nome e a importância que ele tem. Então, vamos decifrá-lo.

Jundu, em praia de Ubatuba. Foto do blog Oubatubano:



Jundu, mata de jundu ou yundu é uma mata de baixa estatura formada por gramíneas rasteiras até arbustos de 2,00 m de altura, que compõe a mata de restinga. É formada por plantas comestíveis, ornamentais, floríferas, frutíferas e medicinais, sendo todas com raízes profundas que seguram totalmente os grãos de areia na beira da praia. Assim, o jundu é uma vegetação litorânea, que cresce em áreas não alagadas nem salinas, adaptada às marés altas e baixas, sendo uma barreira natural de contenção do mar. É uma vegetação de proteção da biodiversidade da zona costeira.

 Morrinhos de areia protegidos pelo Jundu:


"Era no jundu que o caiçara construía seu ranchinho, para abrigo de suas canoas, suas redes e materiais de pesca. Não existe praia sem jundu ou, pelo menos, não existia." (http://oubatubano.blogspot.com.br/2011/08/meio-ambienteo-jundu-nas-praias-de.html)

Com a expansão imobiliária na orla das praias, é um bioma em alto risco de extinção, infelizmente. Ainda pode ser observado em locais isolados, em praias de Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba e Peruíbe. Os pescadores dizem que "praia sem jundu é que nem rosto sem sobrancelhas". 

Jundu em Peruíbe. Foto de Sofia Golfetto Silva, em 10/11/2016:

Aqui em Peruíbe temos muitos trechos da praia com o jundu preservado. É interessante que, quando a empresa de limpeza faz a poda da grama e mato na orla, ela mantém o jundu. Nesse ano que moro aqui já observei esse cuidado nas 3 vezes em que teve o trabalho de limpeza e poda da orla. Isso ocorre também porque o jundu é protegido por Lei Federal e sua eliminação pode levar à prisão de 3 meses a um ano, além do pagamento de multa.

Mesma foto de cima, com zoom:


Hoje, as praias urbanizadas em médio e alto grau, não possuem mais o jundu. Ele foi arrancado e trocado por muretas de contenção, quiosques, casas, prédios, enfim... uma infinidade de coisas que, sob hipótese alguma, substituem a função do jundu: proteger as orlas e o que fica atrás dela. Os montes de areia nos quais o jundu cresce e os mantém, por causa de suas raízes, protegem a subida da maré e a ação dos ventos que, quando batem, não carregam areia para além desses limites. 

É muito interessante percebermos que um "matinho" pode ser tão importante assim. Falo "matinho" porque já ouvi muitas pessoas se referirem ao jundu dessa forma e ainda acham ruim quando precisam pisar nele para acessar a praia. Ou, mesmo aqui, quando a empresa de limpeza os mantém, dizem que o serviço foi mal feito! 

Então, é sempre bom a gente procurar se informar, ler e se manter atentos, especialmente para as coisas da natureza e de sua preservação, pois nossas vidas estão diretamente ligadas à cada matinho, folha, ser vivo, árvore, etc... Hoje em dia, com tantas formas de pesquisa, com tanta divulgação de informações, não podemos dizer que "não sabíamos" e nos omitir diante de tantos absurdos que acontecem em "nossos quintais".

Só para ilustrar, quem conhece a praia de Itamambuca, em Ubatuba, com certeza teve que andar no meio do jundu para acessar a praia. É simplesmente lindo!!! Ah.. e lá em Ubatuba, tem um movimento de preservação do jundu, cujo blog mencionado acima explica.




















Fontes: wikipedia, uol, site do meio-ambiente do ESP e o blog de Ubatuba.

Boa semana com feriado para todos. Aqui tá frio e chovendo. Acho que é a despedida do friozinho para a chegada do calorão...rsrs

Até o próximo post, paz e prosperidade!

Namastê.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A TEMIDA E PECULIAR ILHA DAS COBRAS

Amigos, visitantes e apaixonados por natureza, sejam bem vindos a esse post mais do que super especial, onde você verá fotos INÉDITAS da Ilha das Cobras, enviadas carinhosamente pelo RICHARD RASMUSSEN. Sinto imenso prazer em escrever esse post!!! 

A Ilha da Queimada Grande, também conhecida como Ilha das Cobras, é considerada o segundo lugar mais perigoso do mundo para viver ou visitar. Se formos levar em consideração somente Ilhas, ela é a mais perigosa. Vários sites indicam isso. Veja, por exemplo, no site http://www.elhombre.com.br/os-14-lugares-naturalmente-mais-perigosos-do-mundo/ 

Localizada no Município de Peruíbe, a Ilha da Queimada Grande fica a 35 km da costa (2 horas de navegação), tem aproximadamente 43 hectares (40 campos de futebol) e não tem praias. O acesso à Ilha é proibido e somente  analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade podem ir lá, além de profissionais por eles autorizados. Foi o caso do Richard, que esteve aqui em 29 e 30 de junho passado, junto com o pessoal do Butantan, de SP. Esse instituto é um órgão federal que administra unidades de conservação do Brasil. Desde 1.984 a ilha foi estabelecida como uma ARIE: ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO.

     Ilha da Queimada Grande. Foto Nitroimagens:


RICHARD RASMUSSEN chegando em um dos poucos pontos de desembarque da ilha:


A ilha é um rochedo de granito, com morros de até 210 metros, forrados por Mata Atlântica. Por lá, não existe água potável e nenhum tipo de animal mamífero. Pela foto dá para perceber que penhasco é o que não falta por lá! Somente baratas silvestres e outros insetos,  sapos, aranhas e cobras habitam esse meigo ponto no vasto oceano!!!! É uma ilha quente, com trilhas íngremes, com chuvas e tempestades de vento bem fortes. Se aqui em Peruíbe é assim, imagino na ilha, que está no mar aberto! 

                   Equipe do Richard morro acima:

Daqui da rua da minha casa é muito interessante, pois a visão da ilha fica bem centralizada no final da rua e ocupa toda a vista do mar. 

Em perspectiva, conforme andamos na direção do mar, ela vai diminuindo, diminuindo, até ficar pequena, diante da imensidão do mar. Quando o dia está sem névoa lá em alto mar, ela fica linda, imponente. É visível sem nenhum problema, é grande e passou a fazer parte da minha vida, já que a vejo todos os dias!



Bem, voltando ao texto..rsrs, antes de escrever sobre as cobras, vamos entender COMO ELAS FORAM PARAR E FICAR POR LÁ?!

Há uns 55 milhões de anos, a Ilha se formou por um desdobramento das origens da Serra do Mar, fazendo parte de uma única massa de terra. Diferentes momentos de evolução da crosta terrestre ocorreram. Entre 10 e 12 mil anos atrás, terminou a última era Glacial, o nível dos oceanos se elevou e ocorreu a formação da ilha, já que essa parte do continente ficou cercada de água por todos os lados!

No começo, a população de serpentes era igual as daqui do continente (Bothropoides jararaca). Mas elas tiveram que se moldar a uma nova condição de disponibilidade de alimentos e passaram a se adaptar à vida em cima das árvores, pois o principal alimento eram as aves migratórias. O fato delas terem ficado isoladas na ilha também levou a falta de predadores naturais. O que aconteceu? Infestação total.
                                                          Jararaca-ilhoa. Fonte: DNI:
Dai, essa mudança de padrão alimentar fez, ao longo das diversas gerações, ocorrer uma alteração comportamental: as jararacas-ilhoa (Bothropoides insularis) aprenderam a prender-se no alto das árvores pela cauda, formando um laço em volta dos galhos. Os indivíduos jovens andam somente no solo, como suas parentes do continente e comem lacraias, lesmas, sapos, etc. Quando adultos, passam a frequentar as árvores e se alimentar das aves.




OS FAMOSOS: Richard e a jararaca-ilhoa (Bothropoides insularis):


A evolução fez o veneno da jararaca-ilhoa tornar-se mais potente para que a presa, uma vez mordida, morra rápido. O veneno da jararaca aqui da terra firme, após inoculado, demora mais para fazer efeito. A cobra pode esperar até a presa esmorecer. No caso das aves, se elas demoram para morrer, lá se vai a comida voando...rsrs De nada adianta a presa morrer no mar. Dai, a adaptação às novas condições de vida ilhada fez o veneno ser 5 vezes mais potente que a jararaca continental. A ilhoa pica a ave e não a solta. Ela morre rápido e pronto... refeição servida.

Afrânio do Amaral foi um dos primeiros diretores do Instituto Butantan, de São Paulo e um dos pioneiros no estudo da jararaca-ilhoa, em 1.921. Já em 1.948 pesquisadores brasileiros descobriram o vasodilatador bradicinina, vindo do veneno da jararaca continental. Ele tem ação anti-hipertensiva e originou o medicamento Captopril. Em 2.001, foi patenteado o Evasin, de mesma origem e função. 

Apesar do soro antiofídico ser o mesmo, para as duas espécies, acredita-se que algumas enzimas da ilhoa possam dar origem a novos fármacos. Somado a isso o fato da ilhoa ser endêmica, ou seja, só existe na Queimada Grande, torna a Ilha um paraíso para a biopirataria, uma grande preocupação entre os ambientalistas, segundo explica Raulff Lima, que atua na Renctas, ONG de combate ao tráfico de animais. "As serpentes, de um modo geral, são muito resistentes. Elas podem ficar dias sem comer, o que facilita seu envio para outros países."

 Pesquisadoras do Instituto Butantan, que estavam na Ilha, junto com o Richard, em junho passado:

                                                            Richard e a barata silvestre:


Segundo o Richard Rasmussen, os verdadeiros "donos" da Ilha das Cobras são as baratas silvestres. Então, tá...sei que a maioria das pessoas não é chegada em baratas, mas essas são diferentes, gente, são silvestres!!!!kkkkk Bem, se ele disse isso, imaginem a quantidade de baratas que tem por lá. Cinco cobras por metro quadrado é fichinha!!!





Temos também uma população de aranhas armadeiras, que são perigosas meeeesmo! O que mais me emociona, no Richard, é o contentamento que sente ao se deparar com "caras" assim, como ele costuma dizer...rsrs

Richard e a aranha armadeira. A fisionomia de felicidade dele é ímpar!:

Foto de um dos penhascos. Fonte: DNI:


            Farol da Ilha. Foto: DNI:

Na ilha, existe um farol, instalado em 1.909, cuidado por funcionários da Marinha. Desde 1.940 ele foi automatizado: é operado à distância, bem mais seguro. É visitado para manutenções anuais e com toda segurança. Existem várias histórias/lendas envolvendo a Ilha. Abaixo, cito a transcrição do blog:
http://mundotentacular.blogspot.com.br/2013/03/ilha-das-cobras-o-maior-serpentario.html
"...funcionários da Marinha que cuidavam do farol, instalado em 1909. Eles mencionavam constantemente a quantidade incrível de cobras na ilha, mas a maioria das pessoas no continente achava que aqueles relatos não passavam de exagero. "História de Pescador". Em uma carta, um dos faroleiros relatou: “Para cúmulo de infelicidade, os moradores da Queimada Grande, de vez em quando se veem privados até das próprias galinhas, que criam para sua subsistência, pois que, sendo lá o ‘paraíso das cobras’, esses pobres animais são frequentemente dizimados”, escreveu um deles em 1921.

Tem uma história, que pode ser lenda, que a família de um faroleiro morreu, atacada pelas cobras, após uma forte tempestade. As cobras entraram na casa e mataram o marido, esposa e três filhos.

CURIOSIDADE: "Em meados do século XIX havia planos de utilizar a ilha para o plantio extensivo de bananas. Uma companhia chegou a arrendar a área e enviar um grupo de trabalhadores para derrubar a mata atlântica e preparar o solo para o plantio. Só não contavam com as cobras. Para tentar espantar os animais, espalharam óleo na mata e atearam fogo esperando que isso desse cabo dos répteis. A coluna de fogo foi tão alta que podia ser vista  em Itanhaém e Peruíbe, e serviu para batizar a Ilha que passou a ser chamada de Queimada Grande. É claro, de nada adiantou. As cobras continuaram atacando e assustando os trabalhadores, logo ninguém mais queria trabalhar ali e os planos foram abandonados." Fonte Blog Mundo Tentacular.

Pesquisar e proteger a Ilha não é nada fácil. Por isso, admiro muito o trabalho do Richard e de tantos pesquisadores que já passaram por lá. Inclusive, nos anos de 1.960, outro Richard, dessa vez um belga, já esteve na Ilha. Deixo meu abraço carinhoso ao Richard Rasmussen, biólogo, pesquisador e aventureiro, que nos proporciona momentos raros de conhecimento e contato com a Natureza. Com esse abraço, homenageio todos os pesquisadores que dedicam suas vidas à pesquisa e enriquecem nosso saber.

Obrigada, Richard Rasmussen, sua equipe e a todos os pesquisadores!:


 Deixando a Ilha. Foto DNI:

Temos também a Ilha da Queimada Pequena, que fica mais perto de Peruíbe, a 22 km da costa, e é bem menor. Também faz parte da ARIE. De longe, elas parecem estar perto uma da outra, mas não estão!!!

Ilha da Queimada Pequena:


É isso, amigos. Eu gostei muito, e vocês?! Vários sites foram pesquisados, além das fotos lindas que o Richard mandou. Em especial, destaco o Blog "Mundo Tentacular", cujo link está ao lado da foto do Farol. Também podem ver: 

http://misteriosdomundo.org/a-ilha-mais-mortal-do-mundo-esta-no-brasil/;www.curtoecurioso.com.br

www.viajeaqui.abril.com.br/materias/ilha-queimada-grande-sao-paulo;

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rea_de_Relevante_Interesse_Ecol%C3%B3gico_Ilhas_Queimada_Grande_e_Queimada_Pequena

http://marsemfim.com.br/arie-ilhas-da-queimada-pequena-e-queimada-grande/

Obrigada pelo carinho, paz e luz.


Sofia Golfetto Silva
Consultora em organização

sábado, 24 de setembro de 2016

AVES E FLORES DO RIBEIRA

Amigos, visitantes, bem vindos ao blog, mais uma vez!

Entramos na Primavera, a estação das flores, do renascimento, da Vida. Está ficando para trás o período de introspecção e um novo ciclo se inicia. Que todos sejam acarinhados com a beleza dessa estação colorida, cheia de charme e energia.

Para "entrar bem", achei legal postar algumas fotos de aves e flores do Vale do Ribeira, assunto do último post. Sem muita conversa, mas com muitas fotos!

As fotos das aves foram obtidas no www.wikiaves.com.br. É impressionante a quantidade de fotos de aves, de todo o Brasil, que tem por lá. Ah.. lembrando que as aves ficam felizes da vida na primavera afinal, é hora de namorar!!!rsrs

Para flores, tive certa dificuldade, então... não tem muita coisa. 

Começando com duas aves que vejo todos os dias, aqui em Peruíbe e que habitam também Ilha Comprida, Cananéia, Iguape.

O Piru-piru, com seu majestoso bico laranja. Ele literalmente enfia esse bicão na areia molhada e encontra seu molusco preferido para comer. É menor que a gaivota e um pouco maior que o Quero-quuero. É uma ave linda!!!

Piru-piru:


Abaixo, o Quero-quero. Quem não conhece essa simpática, mas bem invocada ave?"! Ela habita os campos de futebol e vem prá cima mesmo!!!! Tem muito aqui pelas bandas da Baixada e Vale do Ribeira. Diariamente, quando vou caminhar, converso com elas, que ficam na orla da praia e não fogem, quando passamos perto.

Quero-quero:

Agora, vamos ver as aves que habitam mais a parte das matas e cidades. Sim, por aqui, vemos muitos passarinhos lindos, em meio às árvores da cidade e das belas casas com seus jardins enormes e bem cuidados. E, no Ribeira então...muita mata, muito passarinho!!!

            Andorinha doméstica:                                                   Tiê-sangue:

Tucano de bico preto, lindo!!!:

 
 Saíra sete cores:

Olhem só que coisa mais linda, esse passarinho!!!!

 Saí azul:


Esse é o Príncipe:

Sabiá-una, uma simpatia!!!:


E, para encerrar com a pequena amostra de aves do Ribeira...

O Tiê-preto:


Vamos às flores:

As famosas bromélias, também conhecidas como gravatá, caraguá, caraguatá, croata, carandá, entre outros, são plantas típicas das Américas, possuem cerca de 3.100 espécies e são endêmicas, pois cada uma aproveita algo especial do local onde está localizada. Existem bromélias em picos de 4.000m, em pedras (mini bromélias) no Sul de Minas, terrestres e aéreas (ficam em árvores, sem prejudicá-las). Lembrando que algumas cidades do Brasil levam seu nome com base nessa planta, como exemplo, Caraguatatuba (SP) e Gravataí (SC). Aqui em Peruíbe, temos um bairro chamado Caraguava.

No Vale do Ribeira existem uma infinidade de espécies de bromélias, uma mais linda que a outra! Vamos ver algumas, mas não consegui nomes nem vou mencionar a fonte, pois cliquei em tanta coisa, no Google, que me perdi...rs Perdoe-me quem fez as fotos, mas fica o crédito aqui de cada um que contribuiu para o blog ficar mais bonito!!!






Pela configuração da Mata Atlântica, nem pode ser diferente: temos muuuuuuita orquídea. Tanto é que a produção de orquídeas (e muitas outras flores) é um dos pilares de produção das cidades do Ribeira. Há 15 anos, todo mês de outubro, temos exposição dos produtores da região, na cidade de Registro. Apesar de não serem fotos das orquídeas nas matas, são espécies encontradas aqui.




Temos também o famoso Manacá, linda árvore que enche nossos olhos em serras e matas. Você sabia que as pétalas das flores do Manacá não são de 3 cores diferentes? É... a flor nasce branca, com a ação da luz solar ela vai ficando rosa e, por último, lilás/roxa. Muito lindo!!!
Manacá na serra:



E os Ipês, que podem ser brancos, amarelos, roxos, rosas. Árvores lindas, muito presentes no Ribeira!!!
Ipê amarelo:


Que as cores e vivacidade dessa linda estação acompanhem você, todo dia. Obrigada pela visita, um grande beijo e até!

Namastê.


Sofia Golfetto Silva
Personal organizer

sábado, 17 de setembro de 2016

O EXUBERANTE VALE DO RIBEIRA

Amigos, visitantes, admiradores da natureza, bem vindos a um post especial!!!

Com muito orgulho, escrevo sobre o Vale do Ribeira, região localizada no Sul do estado de SP e Leste do Paraná, com nada menos que 2.830.666 hectares. Sabe lá o que é isso?! É grande, muito grande. E eu nem imaginava que iria ter tanta dificuldade para escrever esse post. Tem muita informação na web. Coloquei as fontes das fotos nas próprias e a pesquisa foi feita, principalmente, no site do Governo do Estado de SP.


Vista geral do Vale do Ribeira:

São 24 municípios paulistas e mais 7 paranaenses, totalizando mais ou menos 500.000 habitantes. Ele recebe esse nome, entre outros motivos, pois abriga a Bacia Hidrográfica do Rio Ribeira. Existem outros tantos municípios paulistas e paranaenses que não fazem parte do Vale, mas fazem parte dessa Bacia.

Curiosidade: um "vale" é um acidente geográfico formado entre cadeias de montanhas/serras e tem baixa altitude. É normal serem formados pela atividade fluvial, mas existem outros tipos também. Em São Paulo, os vales mais famosos são o Vale do Ribeira e o Vale do Paraíba, ambos rios que nomeiam os vales: Rio Ribeira e Rio Paraíba do Sul. 

Veja na imagem abaixo como é fácil identificar um vale:

Vista aérea de parte do Vale do Ribeira, coisa linda!!!


A mais extensa região preservada de Mata Atlântica do Brasil encontra-se aqui. Até já mencionei isso no post sobre a Estação Ecológica de Juréia-Itatins, que pertence ao Vale do Ribeira. Parques e reservas ecológicas é o que não faltam no Ribeira. Existe todo um trabalho, feito nos municípios, de proteção da fauna e flora. Não é prá menos que a Unesco declarou o Vale do Ribeira como Patrimônio Natural da Humanidade, em 1999. 

Temos no Ribeira os ecossistemas terrestres que são as dunas, restingas e florestas e os ecossistemas aquáticos: rios, estuários e mar. E o mangue, importantíssimo berçário tanto de água como de terra.


Rio Ribeira, entre serras
Foto: pesquisa no google:


As cidades que compõem o Vale do Ribeira são:

Estado de São Paulo: Apiaí, Juquiá, Cananéia, Cajati, Itariri, Registro, Jacupiranga, Tapiraí, Pedro de Toledo, Barra do Chapéu, Iguape, Eldorado, Itapirapuã Paulista, Miracatu, Ribeirão Grande, Ribeira, Barra do Turvo, Ilha Comprida, Iporanga , Itaóca, Juquitiba, Pariquera-Açú, São Lourenço da Serra e Sete Barras.


Cidades do Estado de São Paulo:

Na verdade, Peruíbe não faz parte do Vale do Ribeira. Faz divisa com cidades desse Vale. Porém, 7% da Estação Ecológica Juréia-Itatins está na cidade de Peruíbe. No mapa, está faltando a cidade de Ribeirão Grande.

Estado do Paraná: Adrianópolis, Bocaiúva do Sul, Cerro Azul, Dr. Ulysses, Itaperuçú, Rio Branco do Sul e Tunas do Paraná.

Cidades do Estado do Paraná:


A beleza e preservação são os aspectos mais importantes da economia das cidades, bem como a agricultura familiar, a plantação de bananas, o plantação de chá-da-índia  (chá preto), que responde por 90% das exportações do país (Registro e Pariquera-Açú), pupunha, açaí e a psicultura. É uma região de referência na economia paulista, com agricultura sustentável, que gera empregos diretos e indiretos. Apesar disso, ainda é uma região carente, que necessita de inúmeras melhorias, mas que tem consciência de sua importância na continuidade da preservação de suas riquezas.

A Rod. Pde. Manoel da Nóbrega, a SP-55, percorre o litoral Sul de SP e depois segue para o Vale do Ribeira, com curvas para a direita, afastando-se da faixa litorânea. Isso ocorre em Peruíbe  e Itariri. A partir dai, mergulhamos numa linda serra, tendo à esquerda, a Serra de Itatins. Esse trecho, que liga a faixa do litoral com a BR-116 é conhecido como Estrada da Banana. Eu nunca tinha notado essas placas, ainda na cidade de Peruíbe: 

                                                          Indo para a BR-116                       Vindo da BR-116
Fotos: Sofia Golfetto Silva:
 


Num trechinho da Estrada da Banana. Foto do google:


O turismo é bem amplo, sendo voltado praticamente para o ecoturismo e inclui passeios dos mais amenos a atividades bem radicais pois, para chegar em alguns pontos, tem que ter condicionamento físico e desprendimento de certas mordomias...rs 

 O Vale do Ribeira possui inúmeros parques e reservas naturais:

1. Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira (PETAR): criado em 1.958, tem área de 36 mil hectares e abriga uma das mais importantes províncias espeleológicas do Brasil, com mais de 400 cavernas cadastradas pela Sociedade Brasileira de Espeleologia. Destaque para a Caverna do Diabo, em Eldorado e , em Iporanga, a Casa de Pedra, que é o maior pórtico de entrada do Planeta, com 215 m. de altura. (http://www.petar.com.br/)

Caverna do Diabo. Foto: www.muitavigaem.com.br :


Casa de Pedra. Foto: www.ambiente.sp.gob.br :


2. Parque Estadual Intervales: criado em 1.995, tem área de 45 mil hectares. Ele "compõe a região central do Mosaico de Unidades de Conservação da Serra de Paranapiacaba, que conserva a maior área remanescente de Mata Atlântica do Brasil, com mais de 120.000 hectares de áreas protegidas, em ótimo estado de conservação. Fazem também parte do Mosaico, os Parque Estaduais Carlos Botelho, Turístico do Alto Ribeira (PETAR), Nascentes do Paranapanema, Caverna do Diabo, a Estação Ecológica Xitué, e as Áreas de Proteção Ambiental da Serra do Mar e dos Quilombos do Médio Ribeira. O nome Intervales corresponde ao termo  “entre os vales”.  A sede do Parque se encontra na divisa das bacias hidrográficas dos rios Ribeira de Iguape e do Paranapanema, no alto da Serra de Paranapiacaba." (http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-intervales/)

3. Parque Estadual do Jacupiranga: Em 2008, por meio da lei 12.810 de 21 de fevereiro, o Parque Estadual do Jacupiranga (PEJ) foi transformado no Mosaico de Unidades de Conservação do Jacupiranga. O antigo parque foi subdividido em três parques estaduais: Parque Estadual Caverna do Diabo; Parque Estadual do Rio Turvo; e Parque Estadual do Lagamar de Cananéia. Além dos parques, novas unidades de conservação foram criadas, formando o Mosaico de Unidades de Conservação, a saber: cinco Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), quatro Áreas de Proteção Ambiental (APA), duas Reservas Extrativistas (Resex) e duas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), totalizando assim 243.885,15 ha. (http://www.ambiente.sp.gov.br)

4. Parque Estadual da Ilha do Cardoso: O Parque Estadual da Ilha do Cardoso – PEIC, criado pelo Decreto Estadual n° 40.319 de 03/07/1962, abrange uma área de 13.500 ha e está localizado no extremo sul do Estado de São Paulo no Município de Cananéia.(http://www.ambiente.sp.gov.br/ilha-do-cardoso/). A visitação é somente com agendamento!

Ilha do Cardoso. Fotos: www.loucosporpraia.com.br :

 

De verdade, mesmo... Ao pesquisar os parques, reservas, projetos e o site da Meio Ambiente do ESP, cheguei à conclusão que é muita teoria e descrição de lugares e quem está subordinado a quem, ou como eles dizem num "mosaico", que minha cabeça ferveu!!! São dados técnicos importantes, mas confusos para quem não é da área. O que percebi é que tem muito trabalho envolvido; mesmo assim, muita coisa ainda precisa ser feita para a preservação ser realmente efetiva. Sei mesmo, é que é tudo muito lindo. Eu e meu marido já estivemos em Eldorado, há uns 5 anos atrás, visitando a Caverna do Diabo: tudo muito organizado, com guias e seguro. Vejam algumas fotos, todas de minha própria "autonomia"...kkk

Portal da Cidade de Eldorado, meio assustador...rsrs
Na sede administrativa da Caverna tem uma exposição bem legal, que ensina muita coisa!


No caminho para chegar na entrada da Caverna do Diabo:
 






Ficou empolgado para conhecer?! Lembre-se de incluir ai a EEJI. Acesse o post aqui:


Como sempre digo, tem muito assunto e coisas bonitas para se conhecer nessa região.

Obrigada por sua companhia, paz e luz.


Sofia Golfetto Silva
Personal organizer